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Ex-chefe do PNI deixa de ser investigada, e CPI reverte quebra de sigilo

Francieli Fantinato na CPI da Covid - Edilson Rodrigues/Edilson Rodrigues/Agência Senad
Francieli Fantinato na CPI da Covid Imagem: Edilson Rodrigues/Edilson Rodrigues/Agência Senad

Do UOL, em São Paulo

08/07/2021 14h07Atualizada em 08/07/2021 14h17

Os senadores da CPI da Covid decidiram retirar da condição de investigada a ex-coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações), Francieli Fontana Fantinato. Ela passa a ser testemunha e a quebra de sigilo também foi revertida.

O pedido para que ela deixasse de ser investigada partiu do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que elogiou o depoimento de Francieli. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), aceitou a recomendação de Randolfe.

"O depoimento da doutora Francieli é um dos mais importantes e a colaboração dela é fenomenal. Não há razões para ela constar na condição de investigada. Ao contrário disso", defendeu Randolfe. "A doutora Francieli hoje traz uma contribuição fundamental à CPI e não deixa dúvida quem é que não tem vez nesse governo: técnicos dessa natureza, que defendem a ciência, a vacina e o uso de máscara".

Francieli disse que deixou o cargo de coordenadora do PNI após politização da vacinação. "Eu decidi seguir os meus planos pessoais".

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.