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4 meses

Nas redes sociais, Bolsonaro reitera que vetará aumento do fundão eleitoral

Presidente disse que cifra de R$ 5,7 bi para campanhas é "astronômica" - Ueslei Marcelino/Reuters
Presidente disse que cifra de R$ 5,7 bi para campanhas é 'astronômica' Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Do UOL, em São Paulo

20/07/2021 19h51Atualizada em 20/07/2021 20h24

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reiterou hoje nas redes sociais que vetará o novo fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões, que foi aprovado no Congresso Nacional dentro do projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2022.

"Em respeito ao povo brasileiro, vetarei o aumento do fundão eleitoral", escreveu ele no Twitter.

O texto aprovado pelo Congresso na semana passada aumentou o valor do fundo de R$ 1,7 bilhão para R$ 5,7 bilhões. Os recursos do chamado "fundão" são divididos entre os partidos políticos para financiar as campanhas eleitorais. Ele foi criado após a proibição do financiamento privado, em 2015, pelo STF (Supremo Tribunal Federal), sob o argumento de que as grandes doações empresariais desequilibram a disputa eleitoral.

Bolsonaro já havia se manifestado no mesmo sentido em entrevistas entre ontem e hoje. À TV Brasil, ele afirmou que o valor previsto é "astronômico".

Mais cedo, ele afirmou à Rádio Itatiaia que a situação sobre o fundo neste ano é diferente da de 2020, quando afirma ter sido obrigado a sancionar o aumento do fundo eleitoral naquela ocasião, porque a lei prevê que o reajuste seja proporcional à inflação.

Naquele ano, o presidente também indicou que barraria o valor aprovado pelos parlamentares, mas não fez isso, argumentando que um veto poderia ser classificado como crime de responsabilidade.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.