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Bolsonaro afirma que, mesmo com segurança, dorme com arma ao lado da cama

No início do mandato presidencial, em 2019, Bolsonaro já havia dito que não conseguia dormir sem ter uma arma ao lado da cama - Reprodução/YouTube
No início do mandato presidencial, em 2019, Bolsonaro já havia dito que não conseguia dormir sem ter uma arma ao lado da cama Imagem: Reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

20/07/2021 12h59Atualizada em 20/07/2021 13h19

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reafirmou hoje que, ao dormir, sempre se deita com uma arma próxima da cama, mesmo tendo uma equipe de segurança para protegê-lo durante todo o dia, inclusive na hora de repouso.

"Eu não consigo dormir, apesar de toda segurança que tenho aqui, sem uma arma ao meu lado. Imagine quem mora longe, em lugares ermos", disse Bolsonaro a apoiadores, em gravação feita pelo canal Foco do Brasil, no YouTube.

Em março de 2019, em um café com jornalistas, Bolsonaro já havia dito que, no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília, ele não conseguia dormir sem ter uma arma ao lado da cama.

Na ocasião, questionado por jornalistas sobre como a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, lidava com o fato de ele dormir com uma arma ao lado da cama, o presidente disse que ela compreendia a questão.

A fala dita hoje por Bolsonaro sobre dormir ao lado de uma arma veio acompanhada da defesa do armamento da população. "Quem não quer ter arma, que não tenha. Agora, quem quer ter, que compre sua arma", afirmou.

"Eu estou dando arma para o povo porque um povo armado é um povo que não vai ser escravizado nunca. As ditaduras são precedidas de desarmamento, e eu faço exatamente o contrário", declarou a apoiadores.

No Brasil, o Estatuto do Desarmamento, decretado em 2003, proíbe o porte de armas. Para a posse de armamento, quem deseja ter uma arma de fogo em casa passou a ter que cumprir requisitos como a declaração de efetiva necessidade e aptidão psicológica.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.