PUBLICIDADE
Topo

Política

Conteúdo publicado há
1 mês

Bolsonaro rebate provocação de Lula: 'Crítica é um estímulo para mim'

 O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fez críticas contra Lula durante entrevista à rádio - Ueslei Marcelino/Reuters
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fez críticas contra Lula durante entrevista à rádio Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Do UOL, em São Paulo

27/07/2021 18h15Atualizada em 27/07/2021 18h58

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rebateu as provocações feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o chefe do Executivo federal, as críticas do petista, ao invés de intimidá-lo, o estimulam e mostram que ele está "no caminho certo", segundo ele.

Lula havia dito nas redes sociais que Bolsonaro está se fazendo "refém" do centrão após a nomeação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a chefia da Casa Civil.

Se ele ta criticando, estou no caminho certo, estimulo que ele dá para mim. Mas antes dele, temos que falar do nosso governo, estamos com a verdade, usamos uma passagem bíblica na nossa campanha, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará
Jair Bolsonaro

Segundo Bolsonaro, Lula "não fez nada" que justifique a população do Nordeste ser mais afeita a votar nele. A resposta foi dada após o presidente ser questionado sobre a popularidade do petista na região.

As declarações do presidente foram ditas em entrevista ao jornalista Magno Martins, em Brasília. Durante a conversa, o presidente perdeu a paciência com pessoas que estavam na mesma sala que ele, acompanhando a transmissão.

Nas imagens transmitidas pelas redes de Martins não é possível ver a quem Bolsonaro se refere, apenas que ele se exalta e diz que "ninguém é obrigado a acompanhar a live" dele.

Acuado, Bolsonaro critica uso de urnas eletrônicas

Há semanas que o presidente Jair Bolsonaro vem repetindo para os apoiadores o discurso de que as urnas eletrônicas não são um sistema seguro para a democracia do país. As queixas, no entanto, começaram a surgir após a popularidade do presidente despencar diante da ascendente aprovação do ex-presidente Lula.

Mesmo tendo sido eleito ao longo desde 1991 em cargos políticos — em maior parte, por eleições com urnas eletrônicas, o presidente jamais questionou os resultados de seus próprios votos — até o ano de 2018, quando afirmou, sem provar, que teria vencido ainda no primeiro turno, cenário que o TSE desmente.

Sem provas ou indícios, o presidente Jair Bolsonaro voltou a citar mais cedo, em conversa com apoiadores na saída do Alvorada, que houve fraude nas eleições de 2014 e que ele pretende mostrar quais foram.

De forma indireta, Bolsonaro atacou o ministro que lidera o TSE, Luís Roberto Barroso, ao afirmar que "os mesmos que tiraram Lula da cadeia" serão os que "vão contar os votos" do pleito no próximo ano.

Desde a adoção das urnas eletrônicas no Brasil, em 1996, nunca houve comprovação de fraude nas eleições. Essa constatação foi feita não apenas por auditorias realizadas pelo TSE, mas também por investigações do MPE (Ministério Público Eleitoral) e por estudos independentes.

Bolsonaro promete cortar 'excesso' do fundo eleitoral

O presidente também manteve o discurso de que irá vetar de forma parcial o novo valor estabelecido pelo Congresso para custear o fundo eleitoral de 2022, agora estabelecido em R$ 5,7 bilhões.

O que a lei manda fazer? Pega o valor anterior, bota inflação em cima e temos o novo Fundão. Então no caso desse (reajustado pela inflação) eu não posso vetar, porque se eu vetar estou deixando de cumprir a lei de 2017. Mas nesse caso do novo Fundão, extrapolaram, então eu posso vetar. Vetar o quê? O excesso
Jair Bolsonaro

A lei que instituiu o fundo partidário, diferente do que disse Bolsonaro, não afeta o novo montante aprovado pelo Congresso Nacional, uma vez que também foi aprovado. Caso seja sancionado pelo presidente, mudará a legislação em vigor.

Política