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'Devo disputar, não posso garantir', diz Bolsonaro sobre reeleição em 2022

O presidente Jair Bolsonaro ainda não se filiou a um partido para disputar as eleições de 2022 - Adriano Machado/Reuters
O presidente Jair Bolsonaro ainda não se filiou a um partido para disputar as eleições de 2022 Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

28/07/2021 09h41Atualizada em 28/07/2021 10h36

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a colocar em dúvida se vai ou não disputar a reeleição em 2022. Na manhã de hoje, durante entrevista à rádio Cidade, de Luis Eduardo Magalhães (BA), Bolsonaro disse que deverá concorrer novamente à Presidência, mas não pode garantir.

"Eu tenho que ter um partido. Não sei se vou disputar as eleições do ano que vem. Devo disputar, não posso garantir", declarou o presidente.

O presidente também disse que tem conversado com vários partidos para selar sua filiação, entre eles está o PP (Partido Progressistas), ao qual foi filiado durante a maior parte do período em que foi deputado federal.

O PP é atualmente o principal partido de apoio da base do governo e uma das principais legendas do Centrão e a sigla do novo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (AL), e do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PR).

Ao conceder a entrevista, Bolsonaro também voltou a criticar as medidas de isolamento social e de fechamento do comércio adotadas por gestores estaduais e municipais no combate à pandemia do novo coronavírus.

"Desde o começo eu falava que tínhamos dois problemas sérios pela frente. Seria o vírus e o desemprego. E grande parte desses governadores e prefeitos se preocuparam apenas com o vírus. Então as medidas de lockdown, de confinamentos, afetaram em muito a nossa economia", afirmou.

Segundo o presidente, o Brasil "teve problemas sérios, porque o Supremo deu poderes muito mais para governadores e prefeitos do que para mim". A afirmação, porém, omite que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) dizia que os três entes federados poderiam atuar "sob coordenação" da União.

"Nós não fechamos nenhum botequim sequer. Não fechamos nenhuma estrada e nenhum aeroporto", disse.

Sobre a troca promovida na Casa Civil, Bolsonaro afirmou que o agora ex-ministro da pasta Luiz Eduardo Ramos, que foi para a Secretaria de Governo, é "nota nove" e que só não é "dez" porque lhe falta habilidade para dialogar com os parlamentares.

"É a mesma coisa eu querer que o Ciro Nogueira converse com o alto comando das Forças Armadas, ele não sabe como conversar de forma adequada", declarou.

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