PUBLICIDADE
Topo

Conteúdo publicado há
1 mês

'Queiroga é Pazuello de jaleco', diz deputado após motociata de Bolsonaro

Deputado Orlando Silva (PCdoB) definiu o ministro Marcelo Queiroga como um "Pazuello de jaleco" - Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Deputado Orlando Silva (PCdoB) definiu o ministro Marcelo Queiroga como um "Pazuello de jaleco" Imagem: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

31/07/2021 14h08Atualizada em 31/07/2021 14h08

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB) classificou o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, como um 'Eduardo Pazuello de jaleco'. A ironia em tom de crítica foi escrita nas redes sociais pelo parlamentar após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizar mais uma motociata, dessa vez, em São Paulo.

Na visão do parlamentar, após Queiroga acompanhar Bolsonaro no passeio de moto ao lado de apoiadores do presidente, os protocolos de saúde contra a covid-19 foram ignorados "mais uma vez" e por esse motivo, o ministro "pode jogar fora o jaleco".

Silva declarou ainda que os médicos "não merecem" que a profissão seja "maculada" pelas ações do atual gestor da saúde, que é médico com especialidade em cardiologia.

Sabíamos que Marcelo Queiroga seria um Pazuello de jaleco, mas após acompanhar Bolsonaro na motociata em que, mais uma vez, os protocolos sanitários foram desrespeitados, o ministro pode jogar fora o jaleco. Os médicos não merecem que a nobre profissão seja maculada Orlando Silva

De olho em 2022

O presidente Bolsonaro tem realizado uma série de passeios de moto ao redor do país como forma de antecipar a corrida eleitoral pela presidência em 2022.

Com maior índice de reprovação e desvantagem nas urnas em comparação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro tem afirmado que desconfia do sistema eleitoral brasileiro e pede pela adoção do voto impresso auditável.

Suspeitas infundadas foram levantadas pelo presidente contra o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), afirmando que as urnas eletrônicas são suscetíveis a fraudes. Mais de uma vez, Bolsonaro disse que tinha como provar que os pelitos de 2014 e 2018 foram fraudados, mas nunca apresentou as evidências.

Em uma live realizada na última quinta-feira (29), Bolsonaro afirmou que apresentaria documentos que pudessem mostrar que sua versão sobre as fraudes estavam corretas.

No entanto, o líder da República exibiu vídeos disponíveis na internet contra as urnas eletrônicas e afirmou apenas que há "fortes indícios" de fraude. Nenhum documento foi apresentado por Bolsonaro que pudesse comprovar sua versão.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.