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Não há evidência de fraudes em eleições, dizem peritos criminais

Peritos criminais defendem que o voto eletrônico trouxe "importantes avanços" - TSE
Peritos criminais defendem que o voto eletrônico trouxe 'importantes avanços' Imagem: TSE

Colaboração para o UOL

05/08/2021 19h47

A APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais) divulgou uma nota em que afirma não haver qualquer evidência ou comprovação de fraude nas eleições do país. O posicionamento acontece em um momento de forte debate sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro.

"A identificação de falhas e vulnerabilidades não permite afirmar que houve, há ou haverá fraudes nas eleições", garantem os peritos. Eles também dizem que nunca foi apresentada qualquer evidência de erro que comprometam os resultados.

A nota informa que os peritos criminais participam com frequência de testes públicos de segurança promovidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que buscam o aperfeiçoamento contínuo das urnas eletrônicas.

O grupo ressalta que os experimentos são abertos a qualquer cidadão e contam, também, com a participação de outros especialistas de instituições renomadas.

De acordo com a associação, as constatações obtidas nos testes contribuem para melhorias e ajustes necessários no sistema eleitoral, que permitem o "curso normal das eleições". Os peritos dizem, ainda, defender o sistema brasileiro e reconhecem se tratar de "um exitoso projeto de hardware e de software'.

Além disso, a APCF lembra que, caso fossem comprovadas fraudes, seria preciso uma análise não somente das urnas eletrônicas como também de "transferências de ativos, de mensagens, de imagens, de áudios e de documentos" que possam comprovar a participação de pessoas para prejudicar o processo eleitoral.

Para os peritos, o voto eletrônico trouxe importantes avanços, incluindo o "afastamento dos riscos decorrentes do voto em cédula".

No entanto, destacam que um "sistema analógico complementar" que não tenha contato físico com o eleitor pode ser uma opção extra de auditoria e que já apresentaram a sugestão ao STF (Supremo Tribunal Federal).

"Sempre enfatizando, contudo, não haver qualquer apresentação de evidência ou comprovação de fraude", argumentam, e destacam, que o debate para isso precisa ser "longo, maduro e científico, sem descontextualizações que objetivem sustentar teorias não comprovadas".

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