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9 meses

Farelo e cabresto do PT: Bolsonaro criticou Bolsa Família antes de eleição

O presidente Jair Bolsonaro - Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro Imagem: Marcos Corrêa/PR

Do UOL, em São Paulo

09/08/2021 17h08

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresentou hoje ao Congresso uma MP (Medida Provisória) que institui o programa Auxílio Brasil, que substituirá o Bolsa Família. Antes de chegar ao Palácio do Planalto, porém, ele criticou várias vezes a política de transferência de renda.

Em 2010, Bolsonaro classificou o benefício como "Bolsa-farelo" em uma publicação que ainda está disponível nas redes sociais.

"O Bolsa-farelo (família) vai manter esta turma no Poder", escreveu.

Tuíte do presidente Jair Bolsonaro classifica Bolsa Família como 'Bolsa-farelo' - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
Imagem: Reprodução/Twitter

Em 2011, o então deputado federal defendeu em plenário a extinção do programa, definindo os beneficiários como "pobres coitados" e "ignorantes" que se tornariam "eleitores de cabresto do PT".

"Devemos discutir aqui a questão do Bolsa Família. Devemos colocar um fim, uma transição para o Bolsa Família, porque, cada vez mais, pobres coitados, ignorantes, ao receberem bolsa família, tornam-se eleitores de cabresto do PT", disse ele, conforme consta no Diário da Câmara dos Deputados.

Em outra ocasião naquele mesmo ano, ele se manifestou de maneira semelhante.

"O Bolsa Família nada mais é do que um projeto para tirar dinheiro de quem produz e dá-lo a quem se acomoda, para que use seu título de eleitor e mantenha quem está no poder", afirmou.

Mais recentemente, em 2017, enquanto estava em campanha à Presidência, Bolsonaro disse que a ampliação do programa seria "demagogia".

"Para ser candidato a presidente tem de falar que vai ampliar o Bolsa Família, então vote em outro candidato. Não vou partir para demagogia e agradar quem quer que seja para buscar voto", disse ele em visita a Barretos, no interior de São Paulo.

O UOL entrou em contato com a Presidência da República através da Secretaria Especial de Comunicação e aguarda posicionamento.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.