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5 meses

Villa: Bolsonaro vai terminar preso no nosso Tribunal de Nuremberg

Do UOL, em São Paulo

30/08/2021 12h50Atualizada em 30/08/2021 13h21

Para o historiador Marco Antonio Villa, com Jair Bolsonaro (sem partido), apontando como criminoso pelo colunista do UOL, ocupando o posto de presidente, o Brasil deu um "grande salto para trás".

"Ele (Bolsonaro) vai terminar preso. Ele é ladrão, corrupto, assassino e vai terminar no nosso Tribunal de Nuremberg", avaliou Villa ao UOL News, programa do Canal UOL, fazendo referência aos julgamentos de lideranças nazistas após o fim da Segunda Guerra Mundial, entre 1945 e 1946.

"Não podemos virar essa página da história sem colocar no banco dos réus o nosso principal criminoso", opinou Villa. "É caso de cadeia. Ele sabe que, ao sair da presidência, vai para Bangu 8 (cadeia do Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro)", frisou.

A fala de Villa vem após, no último sábado (28), em discurso para lideranças evangélicas em Goiás, Bolsonaro dizer que tem três alternativas para o futuro: "estar preso, ser morto ou a vitória" — mas que não vê risco de acontecer o primeiro caso.

Atos bolsonaristas

Para o colunista, é "triste, trágico e sombrio" a questão da convocação de atos bolsonaristas para 7 de setembro, Dia da Independência, em meio a uma crise entre o Executivo — representado por Bolsonaro — e o Judiciário — representado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Bolsonaro planeja estar presente nos atos, vistos com preocupação entre militares e governadores, que temem tentativas de ruptura por parte de manifestantes e uma politização bolsonarista nas polícias militares.

Na avaliação do historiador, por mais que uma tentativa golpe não seja feita ou não se concretize, o retrocesso já está dado. "Há muito tempo não tínhamos manchetes do tipo: vai ter golpe? Não vai ter golpe? O Exército vai participar?", disse.

"Enquanto isso, o Brasil caminha para o buraco", acrescentou, citando questões de aspecto econômico, como a alta no preço dos combustíveis, especialmente a gasolina, e a inflação no preço dos alimentos.

Ainda no encontro com lideranças evangélicas em GO, Bolsonaro disse, em mais uma ameaça golpista, que "não deseja" e "nem provoca" tentativas de rupturas institucionais, mas que "tudo tem limite".

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