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1 mês

Presidente do Cidadania: Não precisa ter hegemonia, mas derrotar Bolsonaro

Colaboração para o UOL

13/09/2021 18h43

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, disse que as manifestações de ontem contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram "bons passos" na construção de uma ampla frente de oposição. Para ele, é preciso deixar as divergências para 2022.

"Não precisamos ter hegemonia, mas estar juntos contra Bolsonaro", ressaltou em entrevista ao UOL News. Segundo Freire, o movimento começou errado ao polarizar a discussão e trazer um tom antipetista e contra o ex-presidente Lula (PT), porque levou a maior divisão em vez de união.

"Algumas incompreensões e recentes agressões tornam difícil as pessoas se unirem, não será fácil", falou. "Podemos ampliar, trazer toda a oposição", completou. Na análise do presidente do Cidadania, o aspecto antipetista foi removido muito em cima da hora, o que prejudicou maior participação nos atos.

"Não podemos cair naquelas de 'nesse não vou', porque quem aplaude insatisfeito quando não vamos é Bolsonaro", explicou. Freire afirmou que novas manifestações vão ocorrer no início de outubro e talvez em novembro. Dessa vez, a expectativa é de uma oposição mais unificada em torno do pedido de impeachment de Bolsonaro.

A manifestação de ontem na Avenida Paulista, região central de São Paulo, reuniu cerca de 6 mil pessoas, segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). O número é menos da metade do que o de pessoas que compareceram no último 7 de Setembro ao Grito dos Excluídos, no Vale do Anhangabaú.

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