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Política

Kennedy: Tolentino usa advocacia para cometer crimes

Colaboração para o UOL

14/09/2021 18h29

O colunista Kennedy Alencar acredita que Marcos Tolentino, advogado e dono da Rede Brasil de Televisão, que prestou hoje depoimento à CPI da Covid, usa da profissão para cometer crimes.

Na oitiva, Tolentino negou ser um "sócio oculto" do FIB Bank — empresa que atuou como fiadora da negociação de compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde.

"Está mais do que claro que ele é alguém que está envolvido num esquema para tentar dar um cano no Brasil com a venda de vacinas da Covaxin, por meio da Precisa [Medicamentos], e que tem relações para lá de perigosas e suspeitas com o deputado Ricardo Barros", avaliou Kennedy ao UOL News.

Durante o depoimento à comissão, o advogado optou por exercer o direito ao silêncio na maioria das indagações, sob proteção de habeas corpus concedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

"Ele tem todo o direito de ficar em silêncio. Está muito claro que ele é um advogado que usa esse privilégio de ser advogado para cometer crimes e usar laranjas para ser dono do FIB Bank e de outras empresas. Mas até um bandido que realmente seja culpado tem o direito constitucional ao silêncio."

Para Kennedy, a CPI da Covid precisa evitar a "tentação lavajatista" e tentar fazer justiça com as próprias mãos.

"Ficou muito claro que a CPI tem provas de que o FIB Bank é de Tolentino, e que com esses documentos, conseguiu provar o caso. O depoimento nesse sentido não traz uma grande novidade, mas o constrange. E não precisou nem da palavra dele, ficou muito claro que ele é o advogado que usa a advocacia para cometer crimes."

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