PUBLICIDADE
Topo

Política

Michelle fala em 'CPI do Oportunismo' em resposta a acusação de Frota

Michelle Bolsonaro apontou "oportunismo" de Alexandre Frota - EDU ANDRADE/Ascom/ME/EDU ANDRADE/Ascom/ME
Michelle Bolsonaro apontou "oportunismo" de Alexandre Frota Imagem: EDU ANDRADE/Ascom/ME/EDU ANDRADE/Ascom/ME

Colaboração para o UOL

14/09/2021 15h05

Michelle Bolsonaro reagiu à proposta do deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) que protocolou o pedido de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a facada sofrida pelo então candidato à presidência Jair Bolsonaro, em 2018, durante ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. Segundo a primeira-dama, a investida do tucano não passa de um "oportunismo".

A primeira-dama comentou em uma publicação feita pelo ator Thiago Gagliasso, irmão de Bruno Gagliasso, sobre a CPI pretendida por Frota. Nos comentários da postagem, ela ironizou o tucano e o acusou de ser "oportunista".

"Bem, sendo assim, o Jair poderia propor a 'CPI do Oportunismo'. Lembro-me perfeitamente dele na porta da minha casa", escreveu.

Frota, por sua vez, rebateu Michelle Bolsonaro e afirmou que "de oportunismo a primeira-dama dá aula desde os tempos de secretária do PSC até à chegada ao Palácio [do Planalto].

frota - Reprodução: Instagram - Reprodução: Instagram
Michelle Bolsonaro acusou Alexandre Frota de "oportunismo" por CPI da Facada"
Imagem: Reprodução: Instagram

Sem provas, Frota quer 'CPI da Facada'

Ontem, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) anunciou pelo Twitter que irá protocolar pedido de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a facada que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levou em 2018.

O atentado ocorreu em setembro de 2018, um mês antes do primeiro turno das eleições. Sem apresentar provas, Frota afirmou que foi uma "armação" de Bolsonaro para ganhar mais tempo de televisão perto das eleições.

"Estou convencido de que foi uma armação. Aproveitaram a doença que esse sujeito tinha na época e criaram essa narrativa do atentado. Ele foi de 8 segundos de TV para 24 horas de TV", disse o parlamentar.

No dia da facada, Bolsonaro foi levado de Minas Gerais para São Paulo, onde recebeu tratamento médico e passou por cirurgia. Segundo o mandatário federal, o ferimento provoca problemas de saúde até hoje.

Quando foi internado em julho, o presidente disse que estava, mais uma vez, tendo complicações "em função ainda da facada que eu recebi em 2018". Bolsonaro ficou no hospital para tratar uma obstrução intestinal e pode continuar se cuidando em casa.

O autor do atentado é Adélio Bispo de Oliveira. Em depoimento para a PF (Polícia Federal), ele chamou Bolsonaro de "impostor" e disse que tinha um "desejo pessoal" de matar o ex-presidente Michel Temer (MDB).

Adélio tem recebido tratamento psiquiátrico e "está calmo, diminuiu com as alucinações e apresenta uma mudança positiva de comportamento", segundo um funcionário da Penitenciária Federal de Campo Grande, onde Adélio se encontra preso.

Política