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Cotado para ser candidato em 2022, Rodrigo Pacheco anuncia ida ao PSD

Rodrigo Pacheco é cotado para concorrer à presidência da República em 2022 - Leopoldo Silva/Agência Senado
Rodrigo Pacheco é cotado para concorrer à presidência da República em 2022 Imagem: Leopoldo Silva/Agência Senado

Do UOL,em São Paulo*

22/10/2021 12h05Atualizada em 22/10/2021 12h30

Citado como possível candidato à presidência da República nas eleições de 2022, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, anunciou se desligará do DEM — que está em processo de fusão com o PSL — para se filiar ao PSD, comandado por Gilberto Kassab.

A mudança já era dada como quase certa por pessoas próximas a Pacheco, mas foi oficialmente confirmada em uma postagem do senador no Twitter.

"Comunico que, nesta data, tomei a decisão de me filiar ao PSD, a convite de seu presidente, Gilberto Kassab. Agradeço aos filiados, colegas e amigos do Democratas de Minas Gerais e de todo o país o período de convivência partidária saudável e respeitosa" escreveu.

"Meus agradecimentos especiais ao presidente ACM Neto pela atenção a mim sempre dispensada e manifesto meus votos de sucesso ao recém-criado União Brasil, na pessoa de seu presidente, deputado Luciano Bivar", completou.

A mudança de Pacheco coincide com a decisão do DEM de se fundir com o PSL, dando origem ao União Brasil. A nova legenda tentou manter o senador, mas ainda não há clareza sobre qual projeto político o União vai apoiar no próximo ano.

A principal dúvida é relativa à proximidade com o bolsonarismo de grupos influentes na direção do União. Embora ACM Netto tenha dado declarações de que o novo partido terá um projeto político próprio para 2022, não há garantia que não aconteça uma aliança em torno da reeleição de Bolsonaro ou de a legenda simplesmente decidir não lançar ninguém.

No PSD, ao contrário, as portas foram abertas há pelo menos seis meses para Pacheco liderar um projeto presidencial dentro da chamada terceira via. Kassab tem repetido que considera Pacheco o candidato com o melhor perfil para romper com a polarização estabelecida entre o petista Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro.

Apesar da mudança de sigla, Pacheco não deverá assumir imediatamente a disposição de concorrer ao Planalto, até mesmo para evitar se desgastar antecipadamente. Mas, dentro do governo, o presidente do Senado já é visto como um adversário na corrida de 2022.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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