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'Não vamos tratar saúde como política', pede Bolsonaro ao criticar lockdown

Apesar de agora criticar, Bolsonaro já fez uso político da pandemia de covid-19 - Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Apesar de agora criticar, Bolsonaro já fez uso político da pandemia de covid-19 Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

02/12/2021 17h05

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a questionar a adoção de medidas de isolamento social na tarde de hoje. Desta vez, ele pediu para que as questões da pandemia não se misturassem com a política.

"Um apelo que eu faço às autoridades: vamos tratar a questão do vírus como uma questão de saúde, não como uma questão política. Não suportaremos mais um lockdown", afirmou em discurso durante evento de assinatura dos decretos que institui o Auxílio Gás e aumenta valores do Alimenta Brasil.

Apesar de agora criticar, Bolsonaro já fez uso político da pandemia de covid-19 quando usou seus posicionamentos para mobilizar seus apoiadores e quando tomou decisões que contrariam a ciência, como a de incentivar o uso de cloroquina, medicamento sem eficácia no tratamento da doença, e a de afirmar que não compraria CoronaVac por ter sido desenvolvida em parceria com um laboratório chinês.

Além disso, a imposição de isolamento completo nunca foi adotada de forma ampla no Brasil. Com a descoberta da variante ômicron, a possibilidade de endurecimento das medidas sanitárias é cogitada, mas governadores e prefeitos não falam em lockdown.

Em seu discurso, Bolsonaro também falou especificamente sobre a vacina: "Não façamos da vacina um cavalo de batalha objetivando fins políticos lá na frente."

Ele ainda voltou a defender que as pessoas não sejam obrigadas a receber o imunizante e questionou a possibilidade de empresas demitirem funcionários que não apresentem certificado de vacinação, medida que já foi validada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

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