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1 mês

Boulos critica possível aliança entre Lula e Alckmin: "Mau sinal"

Ex-presidente Lula abraça Guilherme Boulos em ato promovido pela CUT na Praça da República em São Paulo - Nelson Antoine/UOL
Ex-presidente Lula abraça Guilherme Boulos em ato promovido pela CUT na Praça da República em São Paulo Imagem: Nelson Antoine/UOL

Do UOL, em São Paulo

04/12/2021 00h07

O pré-candidato ao Governo de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) criticou a eventual aliança entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), como o seu vice, para as eleições à presidência da República no ano que vem.

Em entrevista à GloboNews, nesta sexta-feira (3), Boulos considerou a ideia um "mau sinal" para a campanha eleitoral do petista, tendo em vista o "simbolismo negativo" da gestão do tucano em São Paulo, segundo ele.

"Eu acho que o Lula é o candidato que tem melhores condições de derrotar o Bolsonaro, de tirar o Brasil desse pesadelo. Por isso é que eu defendo a candidatura dele. E acho que a tendência é que o meu partido, o PSOL, também deve apoiá-lo", iniciou Boulos, ao ser questionado sobre a suposta chapa entre petista e tucano.

Agora, essa discussão sobre o vice ser o Alckmin, eu considero um mau sinal. Porque, primeiro, tem uma questão do simbolismo negativo. O Alckmin, quando governador de São Paulo, foi quem ordenou o massacre do Pinheirinho, em São José dos Campos [refere-se à ação da PM contra moradores, em 2012]. Eu fui professor na rede estadual quando Alckmin era governador: um desastre. Salário baixo, sem plano de carreira, faltava papel higiênico. Esse é o legado do governador Alckmin. Guilherme Boulos sobre aliança de Lula e Alckmin

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, aliados de Alckmin —que está prestes a se desfiliar do PSDB— tentam convencê-lo de que o melhor caminho para ele é disputar o Governo de São Paulo e deixar de lado a ideia de ser candidato a vice numa chapa nacional encabeçada por Lula.

Pesquisa Ipespe divulgada pela TV Bandeirantes, na noite de hoje, mostrou em um dos cenários que Alckmin segue na liderança para voltar ao Palácio dos Bandeirantes, com 23% da preferência do eleitorado. Na sequência aparecem Fernando Haddad (PT), com 19%, e Boulos, com 11%. A margem de erro é de 3,2% para mais ou para menos.

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