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Pré-candidata para 2022, Tebet ataca Bolsonaro e diz que fome é urgente

Simone Tebet em lançamento de pré-candidatura para 2022 - YouTube/MDB
Simone Tebet em lançamento de pré-candidatura para 2022 Imagem: YouTube/MDB

Colaboração para o UOL, em Brasília

08/12/2021 13h20

Em meio a gritos de "Brasil para frente, Simone presidente", a senadora Simone Tebet (MS) oficialmente se tornou a pré-candidata do MDB para as eleições presidenciais de 2022. No discurso, Tebet atacou o governo de Jair Bolsonaro (PL), se emocionou ao falar da fome no país e refletiu sobre o impacto da pandemia no Brasil.

Para a única mulher pré-candidata à presidência até agora, a maior urgência é a fome, causada por uma má gestão do governo federal. "O país não tem prioridades. Um governo que não tem projeto, não tem plano de desenvolvimento. Um governo que não tem dinheiro apesar de sermos um dos povos que mais paga impostos. Aí faltam recursos para o mais básico até para o parque industrial", afirmou.

O Brasil não pode estar à mercê de aventureiros, de outsiders, é preciso experiência de administração e gestão. O que vai nos nortear é a fome, nada é mais urgente".

Segundo Tebet, o "decisivo" para se lançar como pré-candidata foi uma notícia sobre a fome. "No Brasil hoje, 5 milhões de crianças vão dormir com fome. São mais de 20 milhões de brasileiros que ficam dia sim, dia não sem se alimentar. Esse Brasil exige coragem, altruísmo, esforço de todos nós", falou, visivelmente emocionada.

A diversidade também foi assunto do discurso. Citando gênero e raça, Tebet garantiu que a inclusão é um dos valores de seu partido político.

O governo que aqui está cria crises artificiais, mas é mais grave do que isso, promove a discórdia, a polarização e quer aniquilar as minorias, vítimas do gabinete do ódio. Em uma estratégia bem preparada, tenta impedir o pensamento crítico, a oposição e a imprensa livre. Não vão conseguir".

Pandemia no Brasil

Tebet se emocionou também ao falar do impacto da pandemia do coronavírus no país. "Nesse Natal, nos lares brasileiros, muitos entes queridos partiram prematuramente. Enquanto nos lares faltam cidadãos, na rua temos o cenário da indigência total", falou.

"O povo brasileiro está morrendo de fome, depois de centenas de milhares terem morrido por uma [gestão de] saúde omissa, insensível e negacionista", criticou.

A pré-candidata propôs um Brasil "do emprego, geração de renda, o que dá dignidade e cidadania. É o Brasil do SUS devidamente financiado. O SUS nos salvou na pandemia, é verdade".

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