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Moro ataca encontro de Lula e Alckmin: 'Jantar comemorativo da impunidade'

Desde que oficializou sua filiação ao Podemos e pré-candidatura à Presidência, o ex-juiz tem feito ataques a adversários - Rodolfo Buhrer/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Desde que oficializou sua filiação ao Podemos e pré-candidatura à Presidência, o ex-juiz tem feito ataques a adversários Imagem: Rodolfo Buhrer/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

20/12/2021 11h48Atualizada em 20/12/2021 12h59

O pré-candidato à presidência da República Sergio Moro (Podemos) criticou hoje o jantar promovido pelo grupo Prerrogativas ontem, que serviu de palco para o primeiro encontro público entre Geraldo Alckmin (sem partido) e Lula (PT) — os políticos negociam para formar uma chapa nas eleições em 2022, com Lula candidato a presidente, e Alckmin, a vice.

"Impressão minha ou ontem assistimos a um jantar comemorativo da impunidade da grande corrupção?", alfinetou o ex-juiz da Lava Jato.

Durante o evento organizado pelo grupo de advogados antilavajatistas, o petista disse que seu futuro e o do ex-governador de São Paulo serão decididos pelo PT e a futura sigla de Alckmin. "Quem vai dizer se a gente pode se juntar ou não é o meu partido e o partido dele", disse.

Lula também voltou a afirmar que ofensas passadas e diferenças entre os dois devem ser vencidas. O ex-presidente e Alckmin se encontraram publicamente na noite deste domingo, pela primeira vez desde que ambos começaram a negociar uma aliança para disputar as eleições de 2022.

O ex-tucano é o nome preferido pelos paulistas para o governo estadual, segundo pesquisa Datafolha divulgada no sábado (18). Ele já recebeu convites para filiação ao PSD e ao Solidariedade, mas estuda entrar para o PSB, partido que recentemente acolheu o governador do Maranhão Flávio Dino e o deputado federal Marcelo Freixo.

Ataques de Moro

Desde que oficializou sua filiação ao Podemos e pré-candidatura à Presidência, no mês passado, o ex-juiz da Lava Jato tem se posicionado e feito ataques públicos a adversários. O também ex-ministro da Justiça tem direcionado críticas principalmente a Lula e Jair Bolsonaro (PL), os mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto.

No último dia 17, Moro criticou o atual presidente após uma suposta tentativa de intimidação de Bolsonaro aos servidores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). "A agência precisa ter autonomia com base na ciência. Repete-se a deterioração institucional, com ataques ao Inpe, Ibama, PF e Receita."

Dias antes, o pré-candidato do Podemos chamou Lula de "mentiroso", após o petista dizer, em uma entrevista, que a Lava Jato prejudicou a Petrobras e o país. "O Lula está mentindo para vocês. Hoje, dia 15 de dezembro, o ex-presidente deu uma entrevista na qual ele diz que eu e a Lava Jato... que nós prejudicamos a Petrobras e o país. Isso é mentira. E vocês sabem disso."

Lula lidera

O ex-presidente Lula (PT) mantém liderança folgada na disputa pela Presidência em 2022, segundo pesquisa Datafolha. Nas duas simulações feitas pelo instituto, a vantagem de Lula sobre os rivais é suficiente para garantir a vitória do petista já no primeiro turno.

No primeiro cenário, o petista tem 48%, ante 22% de Bolsonaro, 9% de Moro, 7% do ex-governador Ciro Gomes (PDT) e 4% do governador paulista, João Doria (PSDB). Dizem que votarão em nulo, branco ou ninguém, 8%, e 2% não souberam responder.

Já na segunda simulação, não há diferença no pelotão inicial: Lula tem 47%, Bolsonaro, 21%, Moro e Ciro, as mesmas intenções do A. Doria fica na mesma, oscilando para 3%.

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