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3 meses

Ivan Valente sobre Lula-Alckmin: Não acrescenta, não agrega e pode afastar

Colaboração para o UOL, no Rio

20/01/2022 09h03Atualizada em 20/01/2022 12h32

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) criticou, no UOL News desta manhã, a formação da possível chapa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) para as eleições deste ano. Para ele, não há interesses comuns entre o ex-PSDB e o projeto da esquerda liderado por Lula.

"Essa adesão do Alckmin nesse momento é uma preocupação com o mercado que não agrega. Pelo contrário, desagrega. Não acrescenta, não agrega e pode afastar. Em termos de tática eleitoral não interessa nesse momento", disse Ivan, em entrevista à apresentadora do Canal UOL Fabíola Cidral e ao colunista do UOL Josias de Souza.

Apesar de dizer que o PSOL é contra a chapa Lula-Alckmin, o deputado federal afirmou que o partido irá apoiar o petista nas eleições de outubro mesmo se o ex-tucano concorrer ao pleito como vice. Ele diz que a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) é a maior preocupação do partido.

Isso não pode ser um impedimento à derrota de Bolsonaro. Vamos ter que resolver depois
Ivan Valente, sobre Alckmin ser vice de Lula nas eleições deste ano

Federação com Rede

Ivan Valente também comentou sobre os impasses entre o PSOL e a Rede Sustentabilidade para a formação de uma federação partidária. O apoio a Lula é um dos entraves a essa aliança, já que membros da Rede defendem apoio ao presidenciável Ciro Gomes (PDT), enquanto pessolistas não abrem mão de estarem juntos do ex-presidente.

"Não tem alternativas. A alternativa nesse momento é a democracia que está em risco. O que se trata aqui é derrotar Bolsonaro e o candidato que tem melhores condições de fazê-lo e fazê-lo da melhor forma para gente, com todas as divergências que nós podemos ter com o PT, (é Lula)", afirmou Ivan.

O deputado federal disse que a federação do PSOL com a Rede deve ser oficializada com as legendas liberando seus membros para apoiarem Lula ou Ciro.

Diferentemente da coligação, que só vale para a eleição, na federação, os partidos precisam atuar como se fossem um só por pelo menos quatro anos. As siglas precisam protocolar o pedido de formação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até 1º de março.

Somos favoráveis à federação. Quem pensa governabilidade, propostas de longo prazo, tem que olhar com carinho essa proposta, que é diferente de coligações, baseada muito no campo da esquerda, na frente ampla uruguaia. Mas ela precisa de tempo de maturação, porque é uma obrigatoriedade de em quatro anos você ter que fazer planos conjuntos e ter que resolver questões em dois meses.
Ivan Valente

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