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3 meses

Governo Bolsonaro pretende gastar R$ 19,8 milhões em pesquisas de opinião

O presidente Jair Bolsonaro (PL), durante evento no Palácio do Planalto - Adriano Machado/Reuters
O presidente Jair Bolsonaro (PL), durante evento no Palácio do Planalto Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

27/01/2022 17h22

Em ano de eleições, o Ministério das Comunicações lançou hoje edital para a contratação de serviços de pesquisa de opinião pública. O valor de contrato de licitação é estimado em R$ 19.880.677,14. A informação foi antecipada pelo site "O Antagonista" e confirmada pela reportagem do UOL.

O objetivo do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) é avaliar a "percepção da sociedade sobre políticas públicas, programas e ações do governo, e os resultados de pesquisas externas de interesse
do Poder Executivo federal".

Nesse sentido, a prestação de serviços de pesquisas de opinião pública é fundamental para a realização das atividades essenciais da SECOM e dos integrantes do SICOM, uma vez que o cenário nacional e a opinião da população estão em constante transformação, sendo esses os principais objetos de estudo dos levantamentos. Esse tipo de sondagem, realizado metodologicamente, através de abordagem qualitativa e quantitativa são primordiais para manter o funcionamento das atividades desta Secretaria, com vistas a aprimorar a governança, a integridade, a gestão estratégica e a gestão da informação. Trecho de edital publicado pelo governo

Segundo o edital, o valor de R$ 19,8 milhões serão distribuídos da seguinte forma: R$ 2.849.552,30 para levantamentos de caráter qualitativo e outros R$ 17.031.124,84 para quantitativo.

O governo do presidente Bolsonaro (PL), que costuma ser crítico a pesquisas de opinião pública que o colocam atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quer realizar, por exemplo, 1.200 entrevistas por telefone e 2 mil entrevistas presenciais, em um período de quatro dias. O tempo de vigência de contrato é de doze meses, podendo ser prorrogado por mais 60 meses.

Na última segunda-feira, o jornal "Folha de S.Paulo" mostrou que os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao Orçamento de 2022 atingiram verbas de pesquisa, mas, neste caso, em áreas da saúde, combate a incêndios florestais, manutenção de hospitais universitários e demarcação de terras indígenas: foram R$ 12,7 milhões em cortes na verba de pesquisa e ensino da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), por exemplo.

Secom justifca valores

Em nota ao UOL, a Secom informou prestação de serviços de pesquisas é fundamental para a realização das atividades essenciais. Leia a nota na íntegra:

A Secretaria Especial de Comunicação Social (SECOM) possui a competência de coordenar a aplicação de pesquisa de opinião pública. A SECOM possui essa função desde 2008, com o Decreto nº 6.555/2008.Ainda de acordo com o Decreto nº 10.747/2021, a SECOM, em sua estrutura regimental, possui um departamento específico de Publicidade e Pesquisa e uma Coordenação-Geral de Pesquisa responsáveis por "orientar a aplicação de pesquisas de opinião pública para subsidiar o desempenho das atribuições da Secretaria Especial" e "coordenar a avaliação da percepção da sociedade sobre políticas públicas, programas e ações do Governo, e os resultados de pesquisas externas de interesse do Poder Executivo Federal".

A prestação de serviços de pesquisas é fundamental para a realização das atividades essenciais da SECOM e dos integrantes do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (SICOM). É realizada metodologicamente, através de abordagem qualitativa e quantitativa, sendo um importante instrumento de gestão para manter o funcionamento das atividades, não apenas desta Secretaria, mas de todo o governo, com vistas a aprimorar a governança, a integridade, a gestão estratégica e da informação, ou seja, o pleno atendimento do interesse público.

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