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Renan diz que Bolsonaro nunca agiu como líder: 'Presidente minúsculo'

Renan Calheiros (MDB-AL) é um grande crítico de Bolsonaro - Marcos Oliveira/Agência Senado
Renan Calheiros (MDB-AL) é um grande crítico de Bolsonaro Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado

Weudson Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Brasília

11/03/2022 18h29

Numa série de críticas com referências à gestão da pandemia pelo governo federal e ao suposto envolvimento do senador Flávio Bolsonaro em esquema de corrupção no Rio de Janeiro, o senador Renan Calheiros questionou hoje a capacidade de liderança do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Bolsonaro nunca foi um líder. Não sabe criar consensos, odeia a paz, pensa que governar é mandar e, na hora H, tira o corpo fora. É o estadista do orçamento secreto, da rachadinha, da gripezinha e dos maranhãozinhos", disse o congressista em seu perfil no Twitter.

"O Brasil tem problemas maiúsculos e um presidente minúsculo", afirmou Renan. A crítica deu-se depois de a Justiça Federal ter determinado que o governo se manifeste em 72 horas numa ação que contesta o aumento do preço de combustíveis.

A intimação foi feita hoje pela juíza Flávia de Macedo Nolasco, da 9ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, em processo movido pelo CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas) para suspender o reajuste em todo o país.

Além da AGU (Advocacia-Geral da União), o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, e a própria estatal também devem se posicionar.

A entidade diz que a política de preço do combustível não poderia ser atrelada ao valor internacional do barril de petróleo e que a opção prejudica o consumidor.

O governo é o principal acionista da Petrobras, empresa de economia mista cujas ações são negociadas em bolsas de valores no Brasil e no exterior. Declarações anteriores do presidente sobre a estatal já provocaram baixa no preços de mercado dos títulos da empresa.

"O Brasil é autossuficiente em petróleo. Não precisava estar sofrendo como sofre hoje em dia se não fossem políticas erradas lá de trás", disse Bolsonaro ontem, em sua live semanal.

'Maranhãozinho': caso de correligionários

Hoje cedo, a PF (Polícia Federal) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a deputados federais do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, por suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares. O caso corre em segredo de Justiça.

Desdobramento da Operação "Ágio Final", deflagrada no fim de 2020, a ação mira os deputados Josimar de Maranhãozinho (PL-MA), flagrado com uma caixa de dinheiro, Bosco Costa (PL-SE) e Pastor Gil (PL-MA).

A operação investiga esquema de desvio de emendas parlamentares para municípios maranhenses. Como o caso envolve parlamentares com prerrogativa de foro, a operação de hoje foi autorizada pelo relator da ação no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ricardo Lewandowski.

"Os argumentos da PF tinham consistência e permitiam que se autorizasse diligências de busca e apreensão nas residências e nos locais de trabalho dos parlamentares", disse o ministro.

A Corte, contudo, negou o pedido para que a PF fosse aos gabinetes dos parlamentares na Câmara. A PGR (Procuradoria-Geral da República) recorreu, mas o plenário do STF manteve a decisão em sessão virtual.

"No entanto, eu indeferi as mesmas diligências nos gabinetes dos parlamentares no Congresso nacional porque entendi que os argumentos apresentados pela PF eram insuficientes", justificou.

A operação ocorre um dia antes de evento de filiação do PL, em Brasília. "Será um ato simbólico de boas vindas. Servirá para os candidatos recém-chegados se aproximarem de Bolsonaro", informou o partido.

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