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4 meses

Damares diz que Arthur do Val tem que ser punido: 'Envergonhou o Brasil'

Damares Alves - Clarice Castro/MMFDH
Damares Alves Imagem: Clarice Castro/MMFDH

Do UOL, em São Paulo

24/03/2022 21h41

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu que o deputado estadual Arthur do Val (sem partido) perca o mandato, em "pena máxima" por suas falas de cunho sexista sobre mulheres na Ucrânia, país que enfrenta invasão da Rússia há 30 dias.

Ao ser perguntada na live semanal do presidente Jair Bolsonaro (PL) qual consequência o deputado deveria sofrer, Damares respondeu: "Pena máxima, cassação. E ele vai ter que continuar respondendo processos também. O que esse deputado fez foi a maior violência contra mulheres em dupla vulnerabilidade, uma das coisas mais vergonhosas".

A ministra disse que teve "que ficar falando sobre isso na ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York (Estados Unidos). Ele envergonhou o Brasil". Na análise de Damares, a conduta de Arthur do Val foi criminosa.

"O que esse deputado fez não pode ser esquecido. Ele tem que ter a pena máxima na Assembleia (Legislativa de São Paulo), e continuar respondendo aqui fora pelo seu crime. Foi crime, um dos mais terríveis contra a mulher", completou.

Ao lado da ministra, Bolsonaro falou que preferia "nem comentar esse assunto".

Áudios de cunho machista

No início de março, uma série de áudios enviados por Arthur do Val a um grupo de amigos no Whatsapp veio à tona. Ele descreveu suas impressões sobre as mulheres do país e, em um dos trechos, falou que elas "são fáceis, porque são pobres".

Com a repercussão do áudio, o deputado, até então do Podemos, desistiu de ser candidato ao governo de São Paulo, o que garantiria um palanque paulista para o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, presidenciável do partido.

Moro repudiou as falas e disse que não mais dividiria palanque com ele. Em 8 de março, o Podemos acatou a desfiliação do deputado, após receber pedidos de expulsão dele da sigla.

Na mira do Conselho de Ética

Marcado por confusões, o mandato do deputado está na mira do Conselho de Ética da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). O processo foi aberto na sexta-feira (17) passada. Ele tem até o fim desta semana para apresentar uma nova defesa.

Um dos dirigentes do MBL (Movimento Brasil Livre), Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, foi o segundo deputado estadual paulista mais votado em 2018, com 478,2 mil votos —atrás de Janaína Paschoal (PRTB).

Sua campanha foi baseada em críticas a adversários da esquerda e ao sistema político tradicional. Na Alesp, continuou com posicionamentos polêmicos, rompeu também com aliados da direita e se isolou politicamente.

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