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1 mês

Mesmo com convocação, atos a favor de Lula e Bolsonaro ocorrem esvaziados

Eduardo Militão, José Dacau, Herculano Barreto Filho, Gabriela Varella e Hygino Vasconcelos

Do UOL, em Brasília e em São Paulo, e colaboração para o UOL

01/05/2022 18h03Atualizada em 01/05/2022 23h24

O Dia do Trabalhador foi marcado por manifestações a favor do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em diferentes pontos do país. Porém, apesar das convocações de ambos os lados, os dois eventos ocorreram com presença do público abaixo do esperado.

Em São Paulo, os atos ocorreram em dois pontos — distantes cerca de 3 km um do outro. Na Avenida Paulista se reuniram os manifestantes favoráveis ao governo Bolsonaro. Já no Pacaembu os apoiadores de Lula. Procurada pelo UOL, a Polícia Militar não apresentou estimativas de público.

No ato pró-Bolsonaro, a concentração ocorreu em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo) e os manifestantes se concentraram em duas quadras da Paulista, mas se espalharam em outros pontos da avenida, com bastante espaçamento. Bolsonaro não participou, mas mandou um vídeo no qual disse que deve lealdade aos apoiadores.

Já no ato pró-Lula ocupou a metade da Praça Charles Miller - em frente ao Estádio do Pacaembu -, que tem 55 mil metros quadrados. O ex-presidente participou da manifestação e inicialmente pediu aos policiais: "Erram, mas salvam vidas". Ontem, Lula disse: "Ele [Bolsonaro] não gosta de gente, ele gosta de policial". O ex-presidente Lula também reservou parte do seu discurso para criticar Bolsonaro.

Protestos em SP:  Ato de apoiadores de Bolsonaro X Ato das centrais sindicais com o Lula - Eduardo Knapp/Folhapress e Guilherme Galdolfi/Futura Press/Estadão Conteúdo - Eduardo Knapp/Folhapress e Guilherme Galdolfi/Futura Press/Estadão Conteúdo
Protestos em SP: Ato de apoiadores de Bolsonaro X Ato das centrais sindicais com o Lula
Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress e Guilherme Galdolfi/Futura Press/Estadão Conteúdo

Ato em Brasília

Em Brasília, o ato a favor de Bolsonaro ocorreu na Esplanada dos Ministérios, mas com público reduzido. A assessoria da Polícia Militar do DF disse que não possui estimativa de público, que começou a chegar ao local por volta das 9h. Já Secretaria de Segurança Pública de Brasília afirmou que não faz contagens como esta.

O organizador e locutor do evento, o empresário João Salas, disse ao UOL que estima que entre 10 mil e 15 mil pessoas estavam no evento — a reportagem observou que os manifestantes ocupavam o espaço equivalente a uma quadra na grama da Esplanada, mais próximo ao Congresso, na chamada Praça das Bandeiras. Também havia outros militantes, em número menor, em outra quadra de gramado.

O presidente fez uma passagem relâmpago pelo ato de cerca de 5 minutos, mas não discursou, só falando em uma live nas redes sociais na qual agradeceu o público.

No Rio de Janeiro também houve protestos a favor de Bolsonaro, que contaram com a participação do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ). Na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio, o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) afirmou que o país tem presos políticos e que "age como uma ditadura".

O deputado permaneceu por cerca de uma hora em Copacabana. No carro de som, discursou ao lado do deputado estadual do Rio Rodrigo Amorim (PTB).

No início da manhã, em Niterói (RJ), ele foi chamado de "o homem que vai explodir o STF (Supremo Tribunal Federal)" durante ato na Praia de Icaraí. O político classificou como "inconstitucional" sua prisão após fazer ameaças a ministros da Corte e afirmou que o socialismo "vem avançando de forma camuflada".

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