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FAB expulsa militar preso com 39 kg de cocaína em comitiva de Bolsonaro

O segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, preso em Sevilla, na Espanha, por transportar cocaína - Reprodução Rede Social
O segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, preso em Sevilla, na Espanha, por transportar cocaína Imagem: Reprodução Rede Social

Colaboração para o UOL, em Brasília

12/05/2022 17h16

A FAB (Força Aérea Brasileira) informou hoje que "excluiu definitivamente de suas fileiras" o sargento Manoel da Silva Rodrigues. Em junho de 2019, o então militar foi detido na Espanha com 39 kg de cocaína na bagagem, enquanto integrava comitiva de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

"A Força Aérea Brasileira reitera que atua para coibir irregularidades e que repudia condutas que não representam os valores, a dedicação e o trabalho do efetivo em prol do cumprimento de sua missão Institucional", diz trecho de comunicado divulgado hoje.

A unidade militar informou que a expulsão se deu três anos após o ocorrido porque a decisão só era possível após se esgotarem os recursos de ampla defesa e contraditório.

"O tempo decorrido até a efetiva expulsão do Sargento esteve condicionado ao cumprimento dos devidos trâmites administrativos de intimação do militar, que se encontra detido em outro país, desde a sua prisão em flagrante", acrescentou.

Condenação na Justiça e desdobramentos

Em fevereiro deste ano, a Justiça Militar condenou Rodrigues a 14 anos e 6 meses de reclusão. Antes, em fevereiro de 2020, Rodrigues havia sido sentenciado pela Justiça espanhola a 6 anos de prisão e multado de 2 milhões de euros.

A partir da descoberta da cocaína em avião da comitiva do presidencial, a PF (Polícia Federal) começou a investigar um esquema de tráfico internacional de drogas em aeronaves da FAB.

Em fevereiro de 2021, a PF deflagrou a primeira etapa da operação, batizada de "Quinta Coluna".

Um mês depois, a Justiça determinou a prisão de outros três militares e da esposa de Manoel, por participação nos crimes. Segundo a PF, os investigados se associaram ao sargento preso na Espanha, "de forma estável e permanente, para a prática do crime de tráfico ilícito de drogas".

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