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Miranda compra carro de empresa que vendeu máscaras a governo, diz site

25.jun.2021 - O deputado federal Luis Miranda, durante depoimento à CPI da Covid - Jefferson Rudy/Agência Senado
25.jun.2021 - O deputado federal Luis Miranda, durante depoimento à CPI da Covid Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

12/05/2022 20h45Atualizada em 12/05/2022 22h29

O deputado federal Luis Miranda (Republicanos-DF) chegou à Chapelaria do Congresso em um carro de luxo, avaliado em cerca de R$ 600 mil, e que teria sido comprado de uma empresa que forneceu máscaras à Secretaria do Estado do Amazonas em 2018 e 2019, e, por isso, apareceu em relatório da CPI da Saúde do Amazonas. As informações são do site Metrópoles.

Miranda, que ganhou projeção nacional na época da CPI da Covid no ano passado, estaria circulando as ruas de Brasília em um Audi RS Q3, registrado sob a empresa Simões Comércio e Representações Ltda, de Manaus (AM). A companhia vende, principalmente, materiais médicos. O UOL confirmou que o carro está registrado na Receita Federal como de posse da empresa.

O deputado disse ter comprado o carro em uma revenda e que estava esperando pagar o veículo para transferi-lo para o próprio nome.

Em contato com o UOL, o deputado confirmou que está pagando as faturas "normal, como qualquer compra de carro". "A empresa, pelo que o proprietário me informou, não vende para governos e atendeu emergencialmente a Secretaria dessas datas", falou.

"Ainda assim foram máscaras cirúrgicas e valores extremamente baixos, pois atendeu uma falta no estado", completou.

Relembre o caso

No ano passado, Luis Miranda ganhou notoriedade ao prestar depoimento na CPI da Covid, junto com seu irmão, o servidor Luis Ricardo Miranda. Luis Ricardo atuava na área técnica do Ministério da Saúde responsável por autorizar ou não pedidos de importação e teria sido pressionado a acelerar o aval para a vacina indiana Covaxin, contra a covid-19.

Na CPI, o deputado relatou supostas reações do presidente Jair Bolsonaro (PL) após tomar conhecimento das suspeitas de que existiria pressão dentro do Ministério da Saúde para acelerar a importação imunizante.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do publicado inicialmente a Simões Comércio e Representações Ltda não foi citada na CPI da Saúde, mas consta entre as empresas que forneceram máscaras à Secretaria do Estado do Amazonas em 2018 e 2019. O texto foi corrigido.

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