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Partido é como fantasia de carnaval, você usa e descarta, diz Garotinho

Pré-candidato do União Brasil ao governo do Rio, Anthony Garotinho, durante sabatina UOL/Folha - UOL
Pré-candidato do União Brasil ao governo do Rio, Anthony Garotinho, durante sabatina UOL/Folha Imagem: UOL

Do UOL, em São Paulo

21/05/2022 17h38

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (UB) se lançou como pré-candidato ao governo do estado. Em entrevista ao jornal O Globo, admitiu que o União Brasil não é o partido com quem mais se identifica. Para Garotinho, os partidos são como fantasia de carnaval: "você usa e depois descarta".

"Os partidos do Brasil são como fantasia de carnaval. Infelizmente, você usa e depois descarta. Eu sou um trabalhista, tenho a mesma doutrina desde sempre, que vem de Alberto Pasqualini, Getúlio Vargas e Leonel Brizola. Agora, tenho que me adaptar à realidade", afirma.

Garotinho considera que seu posicionamento está mais alinhado ao presidente Jair Bolsonaro do que ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas diz que irá seguir a orientação de seu partido, que deve oficializar a pré-candidatura de Luciano Bivar à Presidência da República.

"Não acho que o quadro existente hoje de polarização é definitivo. Na questão dos princípios, sou mais próximo do que defende o Bolsonaro em relação ao aborto, por exemplo.
Anthony Garotinho, pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro

O pré-candidato fez críticas ao atual governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

"Cláudio está se tornando um novo Sérgio Cabral, e, se não mudar suas atitudes, o fim será o mesmo. O Cabral começou a ser derrubado por pequenas coisas, como a farra de helicóptero, as festas, o deslumbramento com o poder, e o Cláudio está com o mesmo sintoma", afirma Garotinho.

O ex-governador se considera mais preparado para assumir o governo do Rio de Janeiro, diz que hoje lê muito e se prepara mais. "Hoje, faria uma gestão mais madura, melhor. Faz parte da idade e do crescimento como pessoa", afirma.

Garotinho governou o Rio de Janeiro entre 1999 e 2002 e foi preso cinco vezes depois de deixar o cargo sob acusações de corrupção, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais. Ele nega os crimes e responde aos processos em liberdade.

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