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Juiz também ouvirá amanhã ex-assessor do MEC alvo de prisão domiciliar

Luciano de Freitas Musse, ex-assessor do MEC, alvo de operação da PF - Arquivo Pessoal
Luciano de Freitas Musse, ex-assessor do MEC, alvo de operação da PF Imagem: Arquivo Pessoal

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

22/06/2022 16h39Atualizada em 22/06/2022 17h49

O ex-assessor do MEC (Ministério da Educação) Luciano de Freitas Musse, advogado de Goiás, e o ex-assessor da prefeitura de Goiânia Hélder Diego Bartolomeu, que tiveram decretada prisão preventiva domiciliar, também serão ouvidos pela Justiça Federal amanhã durante audiência de custódia na 15ª Vara Federal, em Brasília.

Ambos estão entre os cinco alvos de mandados de prisão expedidos pela Justiça na Operação Acesso pago, deflagrada hoje pela Polícia Federal, na qual foram detidos hoje o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e os pastores Gilmar Santos e Arilton Ribeiro.

Não há informações se Musse e Bartolomeu já foram presos pela PF. O UOL não conseguiu contato com os ex-assessores nem com suas defesas.

Musse era assessor da secretaria executiva do Ministério da Educação e deixou o cargo após a queda de Ribeiro. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o advogado de Goiás trabalha na pasta por indicação dos pastores Santos e Arilton.

Bartolomeu foi nomeado assessor da Secretaria de Planejamento da prefeitura de Goiânia. No entanto, o órgão afirmou, de acordo com nota enviada ao site Metrópoles, que Bartolomeu nunca se apresentou ao trabalho.

O presidente do Partido Avante de Piracicaba, José Edvaldo Brito afirmou em entrevista coletiva em 29 de março que que Arilton Moura pediu que fossem emitidas passagens aéreas para Hélder Bartolomeu participar com ele de um evento do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, em Nova Odessa (SP).

Milton Ribeiro é suspeito de realizar tráfico de influência a fim de beneficiar aliados com recursos do FNDE, órgão do MEC controlado por políticos do centrão. A atuação dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura junto ao MEC foi revelada inicialmente pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

Ribeiro deixou o cargo após a Folha de S.Paulo divulgar um áudio no qual o então ministro afirmou que priorizava demandas dos amigos de um dos pastores a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Em nota divulgada hoje, o MEC disse que o governo federal "não compactua com qualquer ato irregular e o continuará a colaborar com as investigações".

A defesa de Ribeiro diz que a prisão foi ilegal e que pedirá à Justiça a liberdade do ex-ministro. "Vamos entrar com pedido de habeas corpus visando o reconhecimento da coação ilegal imposta, especialmente porque os fatos são pretéritos e sem contemporaneidade. Não se poderia decretar a medida excepcional", diz a nota assinada pelo advogado Daniel Bialski.

"A razão da prisão preventiva editada é injusta, desmotivada e indiscutivelmente desnecessária", afirma.

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