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Suplicy diz que tentou abraçar Mercadante, mas foi ignorado: 'Não precisa'

Eduardo Suplicy reclamou para Aloizio Mercadante que sua proposta de renda básica não foi incluída nas diretrizes do programa de Lula. - Divulgação
Eduardo Suplicy reclamou para Aloizio Mercadante que sua proposta de renda básica não foi incluída nas diretrizes do programa de Lula. Imagem: Divulgação

Colaboração para o UOL

24/06/2022 17h31Atualizada em 24/06/2022 17h49

O vereador de São Paulo Eduardo Suplicy (PT) disse, em entrevista ao jornal O Globo publicada hoje, que tentou abraçar o ex-ministro Aloizio Mercadante após o episódio protagonizado pelos dois no último dia 21.

"O Mercadante preferiu não conversar comigo depois. Fui até a mesa lhe dar um abraço e ele disse: 'Não precisa' e saiu", afirmou o ex-senador petista.

Suplicy interrompeu a reunião do evento de lançamento das diretrizes do programa de governo da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para reclamar que sua proposta sobre renda básica não foi incluída e que Mercadante não o havia convidado para reunião.

O vereador de São Paulo ainda disse que, após o ocorrido, enviou uma carta para Mercadante, Lula e Geraldo Alckmin (PSB) - pré-candidato a vice na chapa -, para se explicar, mas ainda não teve retorno.

Mercadante rebate Suplicy

Ao UOL, a assessoria de imprensa de Aloizio Mercadante enviou o e-mail que o ex-ministro encaminhou à Suplicy como resposta ao que seria um pedido de desculpas do vereador de São Paulo.

No texto, Mercadante diz que o correligionário deve desculpas a todos os presentes. "A todos que trabalharam por meses, com empenho e dedicação, na construção das diretrizes programáticas da chapa Lula-Alckmin. [...] Fomos interpelados de forma intempestiva pela sua manifestação, era o momento histórico e simbólico de demonstração pública da unidade desses sete partidos".

O ex-ministro ainda afirma que a postura de Suplicy foi "desrespeitosa e agressiva". "Também trouxe duas acusações injustas, que precisam ser reparadas. A primeira é de que a renda básica de cidadania não estaria contemplada nas diretrizes do programa de governo. Não é verdade. O tema está no item 20 do documento para desenvolvimento. Bastaria você ter lido antes ou perguntado a qualquer membro da coordenação."

"Outra injustiça, companheiro, foi a insinuação de que eu tenho 'alguma coisa' com você. Também não é verdade. Não foram poucas minhas manifestações públicas, ao longo da vida, de reconhecimento e de afeto para contigo, pessoa que sempre classifiquei como sincero, honesto, generoso, respeitoso e cortês", acrescentou.

Discussão repercute

O imbróglio entre Eduardo Suplicy e Aloizio Mercadante repercutiu no cenário político. O pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, se manifestou nas redes sociais para defender o vereador e disse que pretende instituir um programa de renda básica que leve o nome do ex-senador.

"Caro Eduardo Suplicy, você merecia um melhor tratamento e um melhor presente de aniversário", disse Ciro a Suplicy, que completou 81 anos no dia do ocorrido, por meio do Twitter. "Receba meus parabéns e a certeza de que implantarei o programa de renda básica de cidadania que terá seu nome", completou.

Pelo Instagram, o cantor Supla parabenizou o pai pelo aniversário e criticou Mercadante. Ele definiu Suplicy como "o cara mais gente fina que eu conheço" e disse que seu pai sempre apoiou os filhos e sempre lutou por um país mais justo. Ao finalizar o parabéns, ele também parabenizou o pai por "esfregar na cara do Mercadante a renda básica".

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