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Lula anuncia 16 novos ministros; lista tem Alckmin e 6 primeiras mulheres

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

22/12/2022 11h44Atualizada em 22/12/2022 18h06

Veja a seguir os 16 ministros anunciados por Lula hoje:

  • Alexandre Padilha (Relações Institucionais)
  • Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência da República)
  • Jorge Messias (Advocacia-Geral da União)
  • Nísia Trindade (Saúde)
  • Camilo Santana (Educação)
  • Esther Dweck (Gestão)
  • Marcio França (Portos e Aeroportos)
  • Luciana Santos (Ciência e Tecnologia)
  • Cida Gonçalves (Mulher)
  • Wellington Dias (Desenvolvimento Social)
  • Margareth Menezes (Cultura)
  • Luiz Marinho (Trabalho)
  • Anielle Franco (Igualdade Racial)
  • Silvio Almeida (Direitos Humanos)
  • Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio)
  • Vinícius Marques de Carvalho (Controladoria-Geral da União)

O presidente eleito disse hoje que ainda falta anunciar 13 ministros. Entretanto, o número correto é 16, já que o futuro ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que serão 37 pastas no governo Lula.

A semana que vem terminaremos de escolher os ministros. (...) portanto, quem tem expectativa, não perca a expectativa, porque tudo pode acontecer nesses próximos dias.
Lula

Cinco ministros já haviam sido anunciados:

  • Fernando Haddad (Fazenda)
  • José Múcio (Defesa)
  • Flávio Dino (Justiça)
  • Rui Costa (Casa Civil)
  • Mauro Vieira (Relações Exteriores)

Após críticas a Lula, primeiras mulheres são confirmadas como ministras. Até o momento, foram anunciadas apenas seis mulheres para comandar pastas do novo governo, dos 21 nomes já confirmados. Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede), nomes importantes que apoiaram Lula durante a campanha para o segundo turno, seguem fora da lista.

Quem são as mulheres já anunciadas para a Esplanada:

  • Anielle Franco, ativista e hoje colunista de Ecoa, vai comandar a pasta de Igualdade Racial. Ela é irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, e atuou no gabinete de transição na temática "mulher".
  • Cida Gonçalves assumirá o Ministério da Mulher. Ela atuou como secretaria nacional do enfrentamento à violência contra mulher.
  • Esther Dweck ficará com a pasta da Gestão. É economista e foi secretária de Orçamento do Ministério do Planejamento durante a gestão de Dilma Rousseff.
  • Luciana Santos (PC do B) ocupará Ciência e Tecnologia. Foi vice-governadora de Pernambuco.
  • Margareth Menezes foi confirmada para a pasta da Cultura; a cantora foi nome defendido pela futura primeira-dama, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja,
  • Nísia Trindade Lima será a ministra da Saúde. Presidente da Fiocruz, ela comandou medidas de enfrentamento à pandemia de covid-19.

Tebet, que pleiteava o Ministério do Desenvolvimento Social, entregue ao senador Wellington Dias, é cotada agora para a pasta de Cidades.

Lula escolheu seu vice Alckmin após empresários de renome recusarem o convite para a pasta de Indústria e Comércio. O ex-governador paulista tem bom trânsito no setor produtivo e, na avaliação de Lula, pode facilitar o diálogo do governo com a área industrial.

Os 16 ministérios que faltam

De acordo com relatório da transição, as seguintes pastas estão sem chefe:

  1. Esporte
  2. Cidades
  3. Integração e Desenvolvimento Regional
  4. Povos Indígenas
  5. Previdência Social
  6. Meio Ambiente
  7. Transportes
  8. Minas e Energia
  9. Comunicações
  10. Turismo
  11. Desenvolvimento Agrário
  12. Agricultura, Pecuária e Abastecimento
  13. Pesca e Aquicultura
  14. Comunicação Social
  15. Gabinete de Segurança Institucional
  16. Planejamento e Orçamento

Lula iniciou o discurso agradecendo aos presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e líderes partidários pela aprovação da PEC da Transição ontem, e disse que acha que essa é a primeira vez que um presidente da República começa a governar antes da posse.

Pouco antes, ele recebeu o relatório dos grupos temáticos da transição, que contém o diagnóstico da situação do país.

"Não pretendo fazer pirotecnia e escândalo com material da transição. Quero que a sociedade saiba que país encontramos em dezembro de 2022. Depois de quatro anos de mandato, recebemos governo em situação de penúria, coisas mais simples não foram feitas de forma responsável", disse.