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Prefeitura demite golpista 12 dias após invasão e depredação em Brasília

Do UOL, no Rio

23/01/2023 16h11

A Prefeitura de Penápolis, a 477 km da capital paulista, exonerou o extremista Erlon Paliotta Ferrite —que era funcionário comissionado do município— 12 dias após vir a público sua participação no ato golpista de 8 de janeiro, que resultou na invasão e depredação das sedes dos três Poderes.

A portaria com a demissão do golpista não expõe o motivo da exoneração.

Ferrite filmou a si próprio e ao amigo Fábio Alexandre de Oliveira, também residente de Penápolis, participando da depredação da sede do STF. Em um dos vídeos, Ferrite grava em vídeo o ambiente destruído enquanto derruba e chuta bustos de juristas no STF.

Quebramos tudo, acabamos com tudo. Estamos quebrando tudo nessa porra. Tomamos tudo, tocamos o terror mesmo."
Erlon Paliotta Ferrite

Mudanças de versão

Ferrite ocupava o cargo de chefe do serviço de transporte de ambulâncias da cidade desde 2021, com salário bruto de R$ 3.300,55 em dezembro.

Ele também tem atuação política em Penápolis. O golpista tentou se eleger vereador nas eleições de 2012 e 2016, mas fracassou em ambas —teve 172 e 50 votos, respectivamente.

Após a participação dele no ataque se tornar pública, a prefeitura adotou posições diferentes para justificar sua manutenção no cargo.

Não podemos punir um erro cometendo outro. Temos leis e normas a seguir, anotando que os servidores municipais de Penápolis são regidos pela CLT."
Prefeitura de Penápolis, em nota

Após o UOL revelar que a prefeitura havia dito que não poderia demitir o extremista, a gestão do prefeito Caique Rossi (PSD) foi alvo de muitas críticas nas redes sociais.

Ferrite e Oliveira não figuram nas listas de presos após os atos golpistas e a desocupação do acampamento extremista em frente ao QG do Exército, em Brasília.

O UOL não localizou possíveis representantes legais dos golpistas. O espaço segue aberto.