Conserto de relógio destruído no 8/1 vai demorar um ano na Suíça

O relógio histórico Balthazar Martinot Boulle, que pertenceu a dom João 6º e foi destruído nos atos golpistas de 8 de janeiro, será restaurado na Suíça a partir de agosto, segundo apurou UOL. O processo de restauro deve durar aproximadamente um ano.

O que aconteceu:

A peça foi destruída por Antônio Cláudio Alves Ferreira, 30, no Palácio do Planalto. Ele foi preso pela Polícia Federal.

A Suiça ofereceu serviço de restauração da peça. O nome da empresa a realizar o serviço não foi divulgado por sigilo contratual.

Ainda não há informação sobre o custo total do reparo.

Os danos foram graves. O golpista arrancou uma estátua de Netuno que ficava no topo do objeto, os ponteiros e também os números.

Em 2012, o relógio foi restaurado pela primeira vez para ser exposto no Planalto.

A peça foi um presente da Corte Francesa para a família real portuguesa, especificamente para Dom João 6º.

O relógio antes e depois dos atos de vandalismo
O relógio antes e depois dos atos de vandalismo Imagem: Reprodução
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Ela está no Brasil desde 1808 e foi feito por Balthazar Martinot, o relojoeiro de Luís XIV.

Há apenas dois relógios de Martinot. O outro fica exposto no Palácio de Versalhes, na França.

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