Conteúdo publicado há 2 meses

Câmara proíbe acesso de influenciador que discutiu com Nikolas Ferreira

O influenciador Bernardo Moreira, que se envolveu em uma briga com o deputado Nikolas Ferreira, foi proibido de acessar a Câmara dos Deputados.

O que aconteceu

O influenciador está com restrição de acesso às dependências da Câmara dos Deputados. A decisão foi realizada após o registro de um boletim de ocorrência por Nikolas Ferreira, com a acusação de ter tido sua honra agredida no exercício de atividade parlamentar, na última terça-feira (28).

A medida foi baseada no art. 21 do Ato da Mesa 145/2020. O Departamento de Polícia Legislativa está autorizado a retirar uma pessoa da Câmara e a restringir seu acesso futuro se ela perturbar a ordem dos trabalhos legislativos, justificou o órgão.

''Engraçado como funciona a 'liberdade de expressão irrestrita' dessa direita'', comentou Bernardo sobre a decisão em suas redes sociais. Moreira, além de influenciador digital, é estudante de gestão de políticas públicas na UnB (Universidade de Brasília) e estava em pesquisa acadêmica no dia da briga.

A restrição de acesso permanece até o desfecho do processo judicial, que segue sendo investigado pelo Ministério Público.

O UOL entrou em contato com a assessoria do deputado Nikolas Ferreira. Em caso de manifestação, o texto será atualizado.

Relembre o caso

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou na semana passada que foi ofendido por um influenciador digital na Câmara dos Deputados. No vídeo publicado no X (antigo Twitter), o parlamentar discutia com Bernardo enquanto assessores e seguranças o acompanhavam.

O influenciador foi detido, após ter sido conduzido à Polícia Legislativa. Moreira disse em suas redes sociais que o deputado se irritou após ele dizer que o congressista "não trabalha". Além disso, chamou Nikolas de "Nicole", ironizando falas anteriores do parlamentar.

Moreira também acusa os assessores de Nikolas de terem apagado uma gravação sem autorização. O influenciador também conta ter sido empurrado, momento em que seu celular cai no chão e um dos assessores apaga um vídeo.

O Ministério Público está apurando o caso. Se o Ministério Público Federal considerar que houve crime, ele poderá responder por difamação e injúria contra o parlamentar, informou a câmara.

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