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Tempo de incubação do covid-19 é menor, e SP sugere reduzir quarentena

Pessoa usando máscara de proteção devido o Coronavírus na Rua 25 de Março em São Paulo - William Moreira/Futura Press/Estadão Conteúdo
Pessoa usando máscara de proteção devido o Coronavírus na Rua 25 de Março em São Paulo Imagem: William Moreira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

17/03/2020 15h36

A primeira morte por covid-19 e outros quatro casos suspeitos trouxe ensinamentos às autoridades de saúde de São Paulo que vão sugerir mudar o período de quarentena. O coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, David Uip, informou que vai pedir ao Ministério da Saúde para reduzir o período de 14 para 10 dias. Ele explicou que o período de incubação do vírus é de 3 a 8 dias, por isso não é necessário isolar os pacientes por duas semanas.

"Tem um aprendizado novo. O que nós imaginávamos, que o período de incubação ia até 14 dias, nós estamos vendo que o período de incubação [do covid-19] é mais curto. Vai de 3 a 8 dias. Nós vamos sugerir hoje ao Ministério da Saúde que mude o critério de tempo da quarentena, que diminua de 14 para dez dias".

A redução no tempo de quarentena tem a vantagem de liberar mais rapidamente leitos, equipamentos e profissionais de saúde para tratar de novos casos. Outro ponto positivo, é que diminuir o tempo que o doente fica confinado.

A avaliação dos 162 casos registrados em São Paulo também permitiu ao Centro de Contingência do Coronavírus descobrir qual o período mais crítico do covid-19. "A gravidade se estabelece entre o terceiro e o sétimo dia", afirmou David Uip.

O secretário de Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, declarou que o dia um da pandemia em São Paulo foi sexta-feira e agora o covid-19 entra em fase de ascensão de contaminação. Ele disse que impossível determinar quando o número de casos vai parar de crescer.

Mas David Uip fez questão de ressaltar que não há motivos para pânico. Explicou que a maioria dos pacientes, sem importar a idade e outros fatores de risco, vai se recuperar. A afirmação vale inclusive para os casos graves.

"Doente grave é uma coisa, óbito é outra. A grande maioria dos pacientes graves vai se recuperar".

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