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Covid-19: Brasil tem 114 mortes oficiais em 24 horas; 13.717 casos no total

Do UOL, em São Paulo

07/04/2020 17h00Atualizada em 08/04/2020 12h27

Resumo da notícia

  • Total de mortes chegou a 667 no país, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde
  • Em um dia, foram registrados 1.661 casos de pessoas infectadas pelo coronavírus
  • São Paulo concentra o maior número de óbitos (371), seguido pelo estado do Rio de Janeiro (89)
  • Taxa de letalidade é 4,9%

O Ministério da Saúde anunciou hoje que subiu para 667 o número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil — aumento de 114 óbitos confirmados nas últimas 24 horas, novo recorde registrado no período. Até ontem, eram 553 mortes.

No total, são 13.717 casos oficiais no país até agora — alta de 1.661 casos de covid-19 de ontem para hoje —, segundo o governo. Os dados anteriores indicavam 12.056 casos confirmados.

A taxa de letalidade — que compara os casos já confirmados no Brasil com a incidência de mortes — é de 4,9%.

No total, as mortes relacionadas ao vírus em cada estado são: Acre (1); Alagoas (2), Amapá (2); Amazonas (23); Bahia (12); Ceará (31); Distrito Federal (12); Espírito Santo (6); Goiás (5); Maranhão (4); Mato Grosso (1); Mato Grosso do Sul (2); Minas Gerais (11); Pará (5); Paraná (15); Paraíba (4); Pernambuco (34); Piauí (4); Rio Grande do Norte (8); Rio Grande do Sul (8); Rio de Janeiro (89); Rondônia (1); Roraima (1); Santa Catarina (11); São Paulo (371); Sergipe (4).

O único estado brasileiro que ainda não contabiliza nenhuma morte do novo coronavírus é Tocantins.

A região que mais concentra casos confirmados de covid-19, segundo o Ministério, é a Sudeste (8.138. Na sequência estão Nordeste (2.417); Sul (1.428); Centro-Oeste (783) e Norte (951).

Hospital de campanha 'padrão'

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a anunciar que o governo federal deve reforçar a construção de hospitais de campanha. O primeiro com aporte da União será em Goiás, por solicitação do governo estadual, na cidade de Águas Lindas, e servirá de modelo para outros.

Segundo Mandetta, todo o processo de construção é acompanhado pelo Ministério da Infraestrutura, responsável pela contratação da equipe. A parte de operação, oferta do maquinário, insumos e recursos humanos ficará a cargo do governo estadual. Já o governo federal deve arcar com os custos, avaliados em R$ 10 milhões.

"Vai ser o primeiro que o governo federal está fazendo por solicitação de governador. Talvez com isso possa surgir solicitação de outros governadores e talvez a gente possa usar como modelo para a gente adaptar um padrão de hospital de campanha para o governo federal", declarou Mandetta.

A estrutura terá 200 leitos adaptáveis para UTI semi-intensiva e deve atender, além do estado de Goiás, uma parte do Distrito Federal. O hospital deve ser entregue em 15 dias após o início das obras.

Ministério estuda ampliar uso da cloroquina

O ministro Mandetta afirmou que está em estudo a autorização do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina para pacientes com quadros leves da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

O Ministério da Saúde já havia autorizado que médicos utilizassem as substâncias para pacientes graves, que estão internados, e pacientes críticos, que estão em leitos de UTI.

A autorização, se concedida, não equivale à orientação de que o medicamento deva ser utilizado, mas apenas à permissão de que médicos prescrevam a substância no tratamento de seus pacientes.

Preocupação com regiões Norte e Nordeste

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que o Ministério estuda com atenção a região Norte e uma parte da região Nordeste por serem áreas com alta circulação de vírus respiratórios nesta época do ano.

"Este período do ano, na região Norte e na parte final do Nordeste, tem um padrão de circulação de vírus respiratórios historicamente parecido com alguns países asiáticos. Então nos meses de março e abril temos uma frequência de influenza e outros vírus", declarou.

Oliveira também afirmou que o esperado é que a quantidade de casos de covid-19 seja ampliada na área, pois o governo pretende aumentar a testagem dos pacientes. "A população é toda suscetível", disse.

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