Topo

Esse conteúdo é antigo

OPAS alerta contra afrouxamento de quarentena e enviará 8 milhões de testes

Nair Bueno/Futura Press/Estadão Conteúdo
Imagem: Nair Bueno/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

14/04/2020 13h03

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em coletiva de imprensa, fez um apelo para que os países da América não relaxem as medidas de distanciamento social e prometeu enviar 8 milhões de testes aos países do continente, até o final do mês.

Diretora Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, Carissa F. Etienne afirmou que um relaxamento da quarentena - medida encorajada pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) - é um grande risco, pois pode trazer uma segunda onda de contágios e prejudicar ainda mais a economia dos países americanos.

"Interromper o distanciamento social rápido demais pode ter um efeito contrário e conduzir a uma segunda onda de casos da covid-19, estendendo o sofrimento e as consequências socioeconômicas na região da América", disse Carissa. "Implementar estas medidas pode ser perturador, mas falhar em adotá-las pode prolongar a crise. Temos que agir com urgência, antes que uma tempestade caia sobre nossos países."

Outro alerta foi para a realização, dada pela Opas como única forma de ter um quadro mais fiel de quanto a epidemia se espalhou na região. Para isso, a entidade enviará milhões de testes aos países - apesar de não ter especificado quantos testes vão para cada.

"Demos mais de 500 mil testes a 36 países da região. Na próxima semana, vamos enviar aos países mais 5 milhões e antes do fim de abril, queremos enviar mais 3 milhões de testes", disse Sylvain Aldighieri, gerente de incidente da Opas.

"Temos de bater mais forte em nossa região, particularmente na América Latina e no Caribe, onde esperamos que as coisas se intensifiquem nas próximas semanas", complementou Carissa.

Errata: este conteúdo foi atualizado
Diferentemente do publicado no primeiro parágrafo, a Opas enviará 8 milhões de testes aos países, e não 8 milhões de países. A informação foi corrigida.