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Pontes: Remédio com 94% de eficácia está na última etapa de aprovação

O ministro Marcos Pontes - Pedro Ladeira/Folhapress
O ministro Marcos Pontes Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

16/04/2020 19h44

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou hoje que o remédio com 94% de eficácia no tratamento de coronavírus passa por testes clínicos e "está na última etapa de aprovação".

"Pode dar certo, mais provável visto os testes anteriores, ou não", escreveu ele no Twitter. "Alguns dizem, melhor esperar até meados de maio, no término dos testes clínicos, para anunciar o que está sendo feito. Eu discordo. Ciência é feita de fatos, e também é fato que tudo é feito para pessoas, com famílias e emoções", continuou.

Ontem, o Ministério da Ciência e Tecnologia informou sobre os testes de um "remédio promissor" que, segundo análises in vitro, demonstrou ter 94% de eficácia em ensaios com células infectadas pelo novo coronavírus. Ao menos 500 pacientes com a covid-19, desde que não estejam em estado grave, participarão dos estudos clínicos, de acordo com o governo.

De início, o ministro não deu o nome da droga porque ainda não há um laudo conclusivo. Mas ele chegou a afirmar que o medicamento desenvolvido por cientistas brasileiros tem formulação pediátrica e preço acessível nas farmácias. No mesmo dia, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu a nitazoxanida na lista de remédios controlados.

Segundo a coluna de Diogo Schelp no UOL, a droga é um vermífugo conhecido pelo nome comercial Annita.

"Pessoas têm medo, assistem notícias continuadas sobre número de mortos que se empilham em uma curva exponencial assustadora. Elas temem pelas suas vidas, pelos pais, filhos e seus empregos. Já passei por situações difíceis na vida. Sei bem o quanto esperança e confiança são importantes para manter a força de viver o dia seguinte", acrescentou Pontes. "É nossa obrigação manter pessoas informadas", finalizou o ministro.

Em entrevista coletiva concedida ontem, o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, demitido hoje do cargo, alertou para o fato de que ainda não se sabe sobre a eficácia do vermífugo em pessoas.

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