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"Não é hora de falar em relaxamento em São Paulo", diz secretário municipal

18.abr.2020 - O prefeito Bruno Covas visita instalações dos novos leitos para paciente com coronavírus no Hospital Municipal da Bela Vista, no centro de São Paulo, ao lado do secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido - ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
18.abr.2020 - O prefeito Bruno Covas visita instalações dos novos leitos para paciente com coronavírus no Hospital Municipal da Bela Vista, no centro de São Paulo, ao lado do secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido Imagem: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

22/04/2020 07h56

O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, disse hoje que é cedo falar em flexibilização do isolamento social na capital paulista. Em entrevista à CNN Brasil, o secretário destacou que a cidade ainda está em processo de capacitar o sistema de saúde para atender o aumento de número de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

"Impossível falar neste momento em medidas de relaxamento. É preciso preparar a o sistema, ter mais aparelhos. Neste momento não é hora de se falar em relaxamento em São Paulo", disse.

Segundo Edson Aparecido, o isolamento social em São Paulo ajudou no controle da disseminação da doença, mesmo com a capacidade de alguns hospitais em São Paulo já estar próxima de 100%.

"Se não fosse o isolamento social, nós estaríamos em uma situação muito mais agravada, o sistema estaria mais pressionado. Em alguns hospitais temos 95%, 98% de ocupação", disse.

O governo de São Paulo deve apresentar hoje um plano gradual de reabertura da economia do estado, com implementação a partir de 11 de maio. Porém, as medidas devem ser realizadas de forma localizadas e com a análise da utilização de leitos hospitalares, sobretudo de UTI, sua comparação com a demanda da região e o grau de urgência e segurança para reabrir cada setor.

A capital paulista registra o maior número de casos e óbitos do país. "Já temos nos 96 distritos óbitos por coronavírus, quase a totalidade dos hospitais são na periferia, e esses que sofrem a maior pressão. Estão chegando ao limite", disse Edson Aparecido.