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Superintendente de Saúde do Rio é preso em operação contra desvios na pasta

O superintendente da Secretaria de Saúde do Estado do Rio, Carlos Frederico Verçosa Duboc (de camiseta branca), foi preso durante operação do MPRJ e da Polícia Civil - Reprodução/Tv Globo
O superintendente da Secretaria de Saúde do Estado do Rio, Carlos Frederico Verçosa Duboc (de camiseta branca), foi preso durante operação do MPRJ e da Polícia Civil Imagem: Reprodução/Tv Globo

Do UOL, em São Paulo*

17/06/2020 07h43Atualizada em 17/06/2020 12h24

Uma ação conjunta entre MP (Ministério Público) e Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Distrito Federal prendeu na manhã de hoje o superintendente da Secretaria de Saúde do Estado do Rio, Carlos Frederico Verçosa Duboc.

O superintendente atua na área de finanças e orçamento da pasta. Ao todo, foram emitidos dois mandados de prisão preventiva no Rio de Janeiro e nove mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Mercadores do Caos, que investiga desvio de dinheiro na compra de respiradores pulmonares destinados ao tratamento de pacientes com covid-19.

Cinco mandados de busca e apreensão são cumpridos na capital federal, e quatro no Rio de Janeiro. A ação de hoje é uma nova etapa da operação deflagrada em maio, que levou à prisão de Gabriell Neves, ex-subsecretário de Saúde do Rio, e empresários.

Todos os mandados da operação de hoje foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da capital (Rio de Janeiro).

Segundo o MP, as investigações apontam para o desvio de R$ 18 milhões do erário estadual que seriam destinados a compra desses aparelhos.

Passados mais de dois meses da data de entrega dos respiradores comprados emergencialmente, sem licitação, nenhum equipamento foi entregue pelas empresas, nem o dinheiro devolvido aos cofres públicos, de acordo com a entidade.

A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Carlos Frederico Verçosa Duboc.

Investigação gerou pedido de impeachment de Witzel

Desde o início da pandemia, já foram realizadas cinco operações —contando com a realizada hoje— que miraram contratações e compras da pasta da Saúde do Rio.

Mais de 20 pessoas foram presas, entre elas um dos maiores fornecedores de mão de obra e serviços do estado Mário Peixoto, que teria recebido vantagens desde a época do governo de Sérgio Cabral (MDB).

As suspeitas de fraude na saúde motivaram a abertura de um processo de impeachment contra o governador Wilson Witzel (PSC). A comissão que vai analisar o impeachment do governador começa a trabalhar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro amanhã.

(*Com informações da Agência Estado)

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