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Às vésperas de completar 6 meses, pandemia de covid já matou meio milhão

29/05/2020 - Casal durante enterro no cemitério Parque Nazaré, em Belém (PA) - Bruno Cruz/Futura Press/Estadão Conteúdo
29/05/2020 - Casal durante enterro no cemitério Parque Nazaré, em Belém (PA) Imagem: Bruno Cruz/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

28/06/2020 18h01

Pouco menos de seis meses após a descoberta do novo coronavírus em Wuhan, na China, o mundo atinge hoje o marco de 500 mil vítimas da covid-19, doença desencadeada a partir do vírus. De acordo com mapeamento da Universidade Johns Hopkins, referência no acompanhamento global da pandemia, 500.108 pessoas morreram em todo mundo desde o início da pandemia.

A marca é puxada por Brasil e Estados Unidos, que estão no topo do ranking que consolida as mortes por coronavírus no mundo. Ambos são considerados epicentros da pandemia no mundo. Reino Unido, Itália e França completam a lista dos países mais atingidos.

EUA e Brasil também foram responsáveis, na última sexta-feira (26), por alavancar os números de forma inédita durante a pandemia. Foram mais de 191 mil novas infecções detectadas no mundo, com as duas nações impulsionando o aumento dos casos confirmados.

Pela manhã, de acordo com a mesma universidade, o número de pessoas já contaminadas ultrapassou os 10 milhões em todo o mundo.

Com os novos casos divulgados até esta tarde, 10.057.300 pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo.

Apesar de ocupar a segunda posição no número total de pessoas já diagnosticadas com a covid-19, o Brasil surge quase empatado com os EUA na lista dos países que mais confirmaram diagnósticos nos últimos cinco dias, 41.679 contra 42.608 dos norte-americanos. Em seguida, surgem Índia (18.585), Rússia (6.912) e México (5.318).

Capacidade de testagem

Apesar de se enfileirarem no mesmo ranking, os países enfrentam situações epidêmicas distintas. Enquanto nos Estados Unidos e no Brasil ainda se avalia se já houve um pico da doença, na Europa o temor é com uma segunda onda de contaminação.

Há também problemas como a subnotificação, já que países como o Brasil optaram por uma política de saúde pública que não foi voltada para a testagem em massa, diferentemente de nações como a Coreia do Sul e o Reino Unido.

Em termos de testagem por milhão de habitante, o Brasil averiguou cerca de 13 mil pessoas. O abismo que nos separa de outros países pode ser notado quando comparamos este número com o do Reino Unido, que testou 135 mil pessoas a cada milhão de habitantes, segundo o site Worldometers.

Levando em consideração os dez países com mais casos e mortes pelo coronavírus, o Brasil perde apenas para a Índia em termos de testagem. O país fez cerca de 5 mil testes por milhão de habitantes, mas sua população é ao menos cinco vezes maior que a do Brasil.

Considerada modelo de combate ao coronavírus, a Nova Zelândia testou cerca de 78 mil pessoas por milhão de habitante; ali, novos quatro casos foram registrados em um dia, no que confirma a possibilidade de uma segunda onda de contaminação mesmo nos países que conseguiram, de alguma maneira, controlar a pandemia.

O Brasil

O estado mais afetado em todo o país é também apontado como o segundo com maior número de infecções em todo o mundo. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, São Paulo (265.581) está atrás apenas de Nova Iorque (392.539).

O coronavírus já matou, desde o início da pandemia, 57.103 brasileiros, confirmou ontem o consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte. Segundo dados dos estados, 994 óbitos foram confirmados em 24h. No total, os dados das secretarias de estado confirmam 1.315.941 pessoas contaminadas — com 35.887 confirmações em 24 horas.

Ontem, o Ministério da Saúde atualizou ainda a cronologia da pandemia no país, confirmando que a primeira morte ocorreu, na verdade, em 12 de março, três dias antes do que se informava até então.

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