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Gabbardo diz que país vive momentos diferentes da pandemia de coronavírus

João Gabbardo dos Reis disse que não há como esperar um "momento ótimo" em todo o Brasil para adotar algumas medidas de flexibilização - Reprodução
João Gabbardo dos Reis disse que não há como esperar um "momento ótimo" em todo o Brasil para adotar algumas medidas de flexibilização Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

30/06/2020 09h00Atualizada em 30/06/2020 14h25

O coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19 de São Paulo, João Gabbardo, disse hoje que não há como esperar um "momento ótimo" em todo o Brasil para adotar algumas medidas de flexibilização em meio à pandemia do novo coronavírus porque, em sua avaliação, isso ainda pode levar alguns meses.

Em entrevista à Globonews, Gabbardo, considerado o braço direito do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), explicou que existem situações epidemiológicas diferentes nas regiões do país. Ele disse, por exemplo, que enquanto a curva no Sudeste parou de crescer, as regiões Sul e Centro-Oeste estão enfrentando o início da epidemia.

"Como têm situações epidemiológicas diferentes, não é razoável que as recomendações sejam as mesmas para todas as regiões (...) Não tem como esperar um momento ótimo para todo país ou para todos os municípios de São Paulo para que possam ser tomadas algumas medidas. Nós precisamos trabalhar monitorando os dados e conseguindo liberar onde é possível. Senão, vamos ficar muito tempo parados aguardando esse momento ótimo que pode demorar ainda vários meses", afirmou.

O médico ressaltou que a curva da doença no Brasil não teve o mesmo padrão dos Estados Unidos e de países da Europa e que não houve colapso no sistema de saúde. Ele lembrou ainda que a quantidade de pessoas que já tiveram contato com o vírus e possuem anticorpos ainda é muito pequena.

Gabbardo acrescentou que a reabertura deve ser feita com "bastante cuidado" e argumentou que bares e restaurantes em São Paulo funcionarão com capacidade reduzida e horário limitado. A reabertura destes estabelecimentos na capital está prevista para o dia 6 de julho.

"O que se quer? Que as pessoas que estão voltando às atividades tenham um local para fazer sua refeição, mas não é um local para confraternizar, ficar tomando cerveja, reunir pessoas, isso tem que ser evitado", alertou.

Ele disse que a recomendação para idosos e pessoas com doenças crônicas, por exemplo, segue sendo a de ficar em casa. Já para as que precisam sair, é a de precaução, com uso de álcool em gel e de máscara — cidadãos que forem flagrados sem o acessório em espaços públicos serão multados a partir de amanhã no estado.

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