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Covid-19: SP anuncia aprimoramento de métodos de monitoramento da pandemia

Do UOL, em São Paulo

09/07/2020 13h16Atualizada em 09/07/2020 14h41

O governo de São Paulo anunciou hoje um aprimoramento nos métodos de monitoramento da população contra a pandemia do novo coronavírus.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, a ideia é trocar o sistema descentralizado feito até aqui por um automatizado e centralizado. Para isso, equipes de atenção básica e da Vigilância Epidemiológica que vinham trabalhando ganharão o reforço de voluntários.

Os protocolos, segundo ela, "passam a ser mais abrangentes". Pessoas que tiveram contato com casos comprovados por pelo menos 15 minutos passarão a ter o isolamento requerido. Até então, o isolamento era sugerido apenas a residentes dos domicílios onde casos foram comprovados.

O programa entra em vigor a partir de hoje, mas já vinha sendo aplicado desde segunda-feira (06) de forma experimental em três cidades: Araraquara, Bauru e São Bernardo do Campo. No início de agosto, será expandido para mais 100 municípios.

Dos 645 municípios do estado, 98% vinham realizando o monitoramento anterior, com 7,5 mil profissionais da Vigilância Sanitária contratados para monitoramento. Ao todo, 550 mil pessoas foram isoladas para conter a pandemia.

"O primeiro ponto é reconhecer o trabalho e o esforço desses profissionais", disse Patrícia Ellen. "Nossos agentes estão salvando vidas e apoiando milhares de pessoas nesse dia a dia, para que possam se isolar."

Segundo dados do governo de São Paulo, o estado já contabilizou 349.715 casos do novo coronavírus, com 202.967 pacientes recuperados e 17.118 óbitos causados pela covid-19. O índice de ocupação de leitos de UTI para a doença no estado é de 64,7%.

Dados de testes

A partir de agora, entre outras informações, os dados devem reunir o tipo de testes que foi utilizado para diagnosticar o contágio: RT-PCR, sorológico ou outros. Segundo Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingências do Coronavírus em SP, a ideia é apontar o momento e o grau de infecção.

"O que nós podemos ver é que hoje, quando falamos de 8.350 casos em um dia, estamos dizendo que 4.675 foram casos agudos (RT-PCR), e os demais 3.539 (sorológicos), quase a totalidade do restante, são pessoas que em algum momento tiveram infecção pelo coronavírus e desenvolveram anticorpos para se defender dessa infecção", explicou Menezes.

De acordo com os dados apresentados por Menezes, 71% dos 349.715 casos confirmados do novo coronavírus em São Paulo até aqui foram pelo teste RT-PCR, totalizando 248.492 diagnósticos. Por outro lado, 28% do total, ou 96.907, vieram de testes rápidos. Outro 1% (4.316) foi classificado como "outros métodos".

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