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Covid: com dados de SP represados, Brasil conta 1.554 novas mortes em 24 h

Coronavírus: Covas abertas no Cemitério da Vila Formosa, o maior da América Latina, na zona leste da cidade de São Paulo - Robson Rocha/Agência F8/Estadão Conteúdo
Coronavírus: Covas abertas no Cemitério da Vila Formosa, o maior da América Latina, na zona leste da cidade de São Paulo Imagem: Robson Rocha/Agência F8/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

29/07/2020 17h54Atualizada em 29/07/2020 20h43

O Brasil ultrapassou hoje a marca de 90 mil mortes causadas pela covid-19, além de mais de 2,5 milhões de casos confirmados da doença. Segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, as secretarias estaduais incluíram nas últimas 24 horas mais 1.554 registros de óbitos em decorrência da infecção provocada pelo novo coronavírus. O total chegou a 90.188.

Já o Ministério da Saúde passou a contabilizar de ontem para hoje mais 1.595 óbitos, com total de vítimas ficando em 90.134. Os números do consórcio de imprensa apontaram a inclusão no mesmo período de 70.869 novos casos confirmados de covid-19. O total de infectados ficou em 2.555.518 no balanço fechado às 20h (horário de Brasília) de hoje.

Em ambos os casos, hoje foi o recorde de registros de óbitos em apenas um dia, mas inflado porque o estado de São Paulo não divulgou ontem os dados, atualizando hoje de uma vez só os números referentes a dois dias, que somaram 713 óbitos e 26.543 novos casos registrados.

O governo federal divulgou que foram adicionados à conta mais 69.074 diagnósticos positivos para covid-19 no país, número recorde no período de 24 horas. O total de infectados pelo novo coronavírus no Brasil ultrapassou a marca de 2,5 milhões. São, desde o início da pandemia, 2.552.265 casos confirmados.

A média móvel apontou 1.043 registros de óbitos por dia na última semana. O consórcio de imprensa passou recentemente a divulgar esse dado, que calcula a média de óbitos observada nos últimos sete dias. Essa operação é a mais adequada para acompanhar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

Com base no levantamento do consórcio, Norte (-29) e Nordeste (-18%) apresentaram queda na média móvel de mortes nesta quarta e só o Sul (+26%) teve alta na variação dos últimos 14 dias. Centro-Oeste e Sudeste se mantiveram estáveis, apesar do represamento de São Paulo.

Veja a oscilação nos estados:

  • Aceleração: GO, MS, RR, RS, SC e TO
  • Estabilidade: AC, BA, CE, DF, ES, MG, MT, PR, RJ, RO, SP e SE
  • Queda: AM, AL, AP, MA, PA, PB, PE, PI e RN

O atraso na divulgação em São Paulo, segundo o secretário estadual de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, foi resultado de "uma incompatibilidade no acesso a essas informações". O problema, apontado na comunicação com o Ministério da Saúde, já havia represado dados na última semana. O secretário, no entanto, garante que o problema já foi solucionado.

Segundo o governo federal, o Brasil tem atualmente 675.712 pacientes em acompanhamento. Outros 1.787.419 casos são considerados como recuperados da covid-19.

SP tem aumento no contágio de idosos

A constatação do aumento do contágio do coronavírus em pessoas com 65 anos ou mais na cidade de São Paulo, apontado na fase 2 do inquérito sorológico, vai levar a mudanças nas políticas da Secretaria Municipal de Saúde. Uma delas é o monitoramento mais de perto de asilos, já que os dados mostraram uma escalada de casos nas ILPIs (instituições de longa permanência de idosos) particulares nas regiões mais afastadas da capital. 13,9% de todos os casos mapeados pelo estudo foram registrados em pessoas idosas.

Veículos se unem em prol da informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado anteriormente, foram 69.074 novos casos reportados hoje no balanço do Ministério da Saúde, e não 70.074. O total chegou a 2.552.265, e não 2.553.265. Uma correção feita nos dados do Amazonas reduziu em mil casos. O número de óbitos permaneceu igual. Os dados foram corrigidos.

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