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Coronavírus

Bolsonaro minimiza falta de médico na Saúde e associa Mandetta a 'desgraça'

Do UOL, em São Paulo

30/07/2020 20h26

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a minimizar hoje a ausência de um médico no comando do Ministério da Saúde, pasta que, atualmente, é liderada pelo general Eduardo Pazuello. Ele aproveitou para criticar mais uma vez o médico Luiz Henrique Mandetta, que foi o seu primeiro ministro da Saúde, porém se tornou seu desafeto durante a pandemia do novo coronavírus e acabou demitido em abril.

"Discutem: 'Ah, o general Pazuello está indo bem ou não na Saúde, tem de ser substituído por um médico'. Pô, nós tivemos um médico, o primeiro médico lá [Mandetta], e olha a desgraça que foi. O segundo [Nelson Teich] foi muito rápido, o garoto lá, o segundo ministro. Por questões de foro íntimo decidiu sair, não tenho nada a falar sobre ele, só agradecer a ele pela colaboração que nos deu por um pequeno período de tempo", afirmou Bolsonaro.

Embora tenha associado Mandetta à palavra "desgraça", o presidente da República não mencionou o seu nome. Por outro lado, durante a live realizada no Facebook e no YouTube, Bolsonaro fez muitos elogios a Eduardo Pazuello.

"E o Pazuello é um gestor, ele esteve gerindo a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Foi um trabalho excepcional. Se não fosse ele lá com sua equipe, não ia sair aquele negócio. Ele está fazendo agora um excepcional trabalho. Na semana passada, eu vi na mídia que, das 27 unidades da Federação, 17 deram sinal verde e positivo, gostaram do trabalho do Pazuello. Qualquer solicitação, de imediato ele atende", elogiou.

"E ele tem atendido quase tudo! Não só recurso, com meios. Então está funcionando. São mais de 5 mil funcionários do Ministério do Saúde aqui em Brasília. Ele levou 15 militares para lá! A equipe dele, por coincidência, era formada por militares. É igual eu: quando escolhi o vice, escolhi o general. O pessoal tem que ver se o ministério está dando errado, não interessa se o cara é militar. Ou o cara bota a casa em ordem, ou dá lugar para outro", completou.

Vale lembrar que, hoje, o Brasil chegou a 91.377 mortes causadas pela covid-19. Foram 1.189 novos óbitos confirmados nas últimas 24 horas.

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