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Covid: Brasil soma 1.242 novas mortes em 24 h e ultrapassa 103 mil óbitos

Paciente com covid-19 em hospital de campanha no Rio de Janeiro (RJ) - Ricardo Moraes
Paciente com covid-19 em hospital de campanha no Rio de Janeiro (RJ) Imagem: Ricardo Moraes

Do UOL, em São Paulo

11/08/2020 18h49Atualizada em 11/08/2020 20h20

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 1.242 novas mortes pela covid-19 — totalizando 103.099 óbitos pela doença desde o início da pandemia. Os dados foram coletados pelo consórcio de veículos do qual o UOL faz parte.

A quantidade de casos confirmados atingiu 3.112.393, sendo 56.081 diagnósticos confirmados entre ontem e hoje. O levantamento foi feito com base nos dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde.

A média móvel de mortes, que leva em consideração os óbitos registrados nos últimos sete dias, é de 1.000 novas mortes a cada dia, apresentando estabilidade (-4%) em 14 dias.

Conforme o levantamento feito pelo consórcio, dez estados apresentaram desaceleração da média móvel de mortes, enquanto outros 7 viram os números subir.

Entre as regiões, quatro tiveram estabilidade, Centro-Oeste (-4%), Nordeste (-14%), Norte (-2%) e Sudeste (-4%), e só o Sul (+17%) indicou alta. Veja a variação nos estados:

  • Aceleração: AM, AP, BA, MG, MS, SC e TO
  • Estabilidade: ES, DF, GO, MT, PA, PE, PI, PR, RS e SP
  • Queda: AC, AL, CE, MA, PB, RJ, RO, RN, RR, e SE

Dados do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde registrou 1.274 mortes nas últimas 24h; no total o país soma 103.026 óbitos. Os diagnósticos chegaram a 3.109.630, sendo 52.160 deles confirmados entre ontem e hoje.

De acordo com a pasta, 2.243.124 pessoas são consideradas recuperadas da doença.

Rússia anuncia vacina

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje que o país foi o primeiro a registrar uma vacina contra o novo coronavírus. Segundo o presidente russo, a imunização está pronta para uso e foi testada em uma de suas filhas. Batizada de Sputnik 5, a vacina ainda é vista com ceticismo pela comunidade internacional por não ter cumprido testes da fase 3 — quando é aplicada em milhares de pessoas e pode durar meses.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) indicou estar em contato com autoridades russas para verificar a eficácia da vacina. No entanto, ressaltou que ela ainda não passou por aprovação do órgão internacional.

No Brasil, o governo do estado do Paraná emitiu um comunicado oficial anunciando que se reunirá amanhã com o embaixador da Rússia para discutir uma possível parceria. Caso aprovada a negociação, o governo estadual prevê que a vacina poderia ser desenvolvida em solo nacional.

Apesar do anúncio, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou uma nota afirmando não ter sido procurada pelo laboratório russo responsável pelo desenvolvimento da vacina. Para qualquer medicação ou imunização ser aplicada e comercializada no Brasil, é necessário que mantenha registro da Anvisa.

Veículos se unem em prol da informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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