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Ex-secretário da Saúde: vacinação em massa deve acontecer na metade de 2021

Wanderson de Oliveira foi secretário de Vigilância em Saúde do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta - ADRIANO MACHADO
Wanderson de Oliveira foi secretário de Vigilância em Saúde do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta Imagem: ADRIANO MACHADO

Do UOL, em São Paulo

05/09/2020 18h28

O ex-secretário de Vigilância em Saúde do governo federal, Wanderson de Oliveira, afirmou hoje em entrevista à CNN Brasil que a vacinação em massa contra o coronavírus no Brasil deverá acontecer apenas na metade de 2021.

Segundo ele, teremos vacinas desenvolvidas já no final deste ano, mas o desafio maior será do ponto de vista logístico e operacional quanto ao monitoramento da campanha vacinal para o país.

"Eu não acredito que teremos vacina antes de metade do próximo ano. Possivelmente, podemos ter uma vacina, enquanto produto, ainda no final deste ano. Isso é uma possibilidade. Mas falar entre o produto estar pronto e ele estar disponível para ser aplicado nas pessoas tem uma distância muito grande", disse Wanderson para a emissora.

O ex-secretário da gestão do ex-ministro do Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a parcela inicial de pessoas que tomarão as vacinas é pequena e citou que a aprovação da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] é, normalmente, um processo lento e cuidadoso.

"Além de fazer avaliação para registro, a Anvisa e o INCQs [Instituto Nacional Controle Qualidade em Saúde] terão que fazer um requisito de controle muito mais rigoroso. Eu diria que cada lote de vacina tenha que ser avaliado no ponto de vista de qualidade do modo mais rigoroso, e cada processo demora no mínimo 21 dias", apontou.

Nesta semana, a vacina russa Sputiki V mostrou ser eficaz até a etapa 2 de testes. A tecnologia promete ser testada no país pelo Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná).

Já a vacina de Oxford é desenvolvida em parceria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) com a universidade inglesa.

A maior aposta do governo do estado de São Paulo é a CoronaVac, que vem sendo testada em parceria com um laboratório chinês e será produzida pelo Instituto Butantan, que inclusive já tem acordado um plano de distribuição nacional pelo SUS (Sistema Único de Saúde).