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Coronavírus

Doria diz que pagará por CoronaVac se aprovada e disponibilizará a estados

Governador paulista mostra caixa da vacina desenvolvida e testada pelo Instituto Butantan - AMANDA PEROBELLI
Governador paulista mostra caixa da vacina desenvolvida e testada pelo Instituto Butantan Imagem: AMANDA PEROBELLI

Allan Brito, Felipe Pereira e Rafael Bragança

Do UOL, em São Paulo, e Colaboração para o UOL, em São Paulo

28/10/2020 13h37

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), deixou clara hoje a sua intenção de pagar pela CoronaVac caso ela seja aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Ministério da Saúde não faça a sua distribuição pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações). Além disso, Doria também afirmou que já conversa com outros governadores e pretende disponibilizar o imunizante contra a covid-19 para outros estados.

"Sim (faremos a compra das doses), e disponibilizaremos para os estados que precisarem", disse ele, em referência às primeiras doses da vacina que o governo promete ter à disposição até dezembro.

A CoronaVac é a vacina contra covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. O imunizante está na fase 3 dos testes, assim como a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com o laboratório Astrazeneca. Neste estágio, são feitos testes massivos do imunizante. Nenhuma delas tem a eficácia comprovada nem autorização de uso pela Anvisa.

A Anvisa já liberou a importação de 6 milhões de doses da CoronaVac, que virão prontas da China. Outras 40 milhões de doses seriam fabricadas no Butantan, com matéria-prima sendo adquirida do laboratório chinês.

'Governadores querem proteção dos cidadãos'

Antes da liberação da importação, na semana passada, o ministro Eduardo Pazuello chegou a anunciar a inclusão da CoronaVac no PNI. Menos de 24 horas depois, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou o ministro e descartou qualquer processo de compra de vacinas contra a covid-19.

"O ideal é fazer o rito dos últimos 50 anos, com aquisição e distribuição pelo Ministério da Saúde. Mas se houver negativa por razão política ou ideológica, São Paulo comprará e disponibilizará a vacina para todos os governos estaduais", disse o governador paulista durante entrevista coletiva realizada hoje no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, admitiu na semana passada que o financiamento tornou-se a maior preocupação para a distribuição da vacina, caso ela seja aprovada.

Na coletiva, Doria não revelou quais estados já o procuraram e aproveitou para voltar a criticar a atitude de Bolsonaro. "Os governadores são a favor da vida. Todos os governadores querem proteção dos cidadãos, querem fazer valer a ciência. Todos têm sido defensores das quarentenas e todos querem as vacinas, incluindo a vacina do Butantan", disse.

"Muitos já se manifestaram e entendem que é incompreensível a posição do Bolsonaro de ser contra uma vacina que tem demonstrado eficiência. Vai finalizar testagem e vai ter aprovação da Anvisa, então não vai ter razão para impedir distribuição e acesso a todos os brasileiros. E quanto mais cedo tivermos vacinas, mais brasileiros serão salvos", complementou o tucano.

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