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Crivella diz que Rio não terá 2ª onda de covid-19 porque não fez lockdown

Marcelo Crivella acredita que a população do Rio está atingindo imunidade de rebanho - Maurício Almeida/AM Press & Images/Estadão Conteúdo
Marcelo Crivella acredita que a população do Rio está atingindo imunidade de rebanho Imagem: Maurício Almeida/AM Press & Images/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

03/11/2020 10h34

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), não acredita que a cidade passará por uma 2ª onda de covid-19, como acontece na Europa. Ele alegou que a sociedade fluminense está passando por um processo de imunidade de rebanho, mas não apresentou dados sobre isso. Crivella ignorou o fato das médias móveis de óbitos por covid-19 estarem crescendo no Rio nas últimas duas semanas.

O prefeito contou que encerrou as reuniões de um conselho científico que organizou para combater a covid-19 na cidade. Ele fez isso porque entende que todas etapas do processo de flexibilização já foram concluídos, e a covid-19 foi controlada.

"A pandemia está sob controle. Sem vacina, como conseguimos? Tenho certeza que estamos construindo imunidade de rebanho, que nos dá garantia de que não teremos 2ª onda. Porque não foi feito lockdown. Todos países que fizeram lockdown tiveram 2ª onda. Claro que a 2ª é menor que primeira, mas tiveram. Aqui não há risco disso no horizonte. O nosso conselho científico é dessa opinião, de que devemos retomar atividades com essas regras de ouro que citei", afirmou Crivella, em entrevista à CNN Brasil, pedindo para manter o uso de máscaras, os cuidados com higienização e o afastamento de pessoas idosas ou com comorbidades.

Crivella disse que "temos curvas caindo há meses", mas nas últimas semanas o Rio de Janeiro apresentou crescimento na média móvel de óbitos. De acordo com dados da prefeitura, há duas semanas, no dia 16 de outubro, a média era de 29 óbitos por dia. No dia 30, a prefeitura registrou média móvel de 41 pessoas por dia.

"Temos praias lotadas e as pessoas não usam máscaras. Temos bares lotados e as pessoas também não usam máscaras. Fiz repressão imensa no início e não consegui conter. Qual foi mudança na curva de contaminações, óbitos ou internações? Foi um dentinho, muito pequeno. Se for fazer conta das pessoas que perdemos até hoje pelo número de habitantes, você vai encontrar 0,1% da população. Significa que, ainda que sem vacina, estamos dominando essa crise", argumentou Crivella, que também reforçou o desejo de retomar todas atividades na cidade.

"Nunca tivemos utopia de achar que não teríamos óbitos. Mas temos condições de tratar. Ninguém morreu por falta de leito. Chegou o momento de retomar atividades. O que queremos manter é máscaras, higienização das mãos e idosos se afastando de atividades. Mas o restante precisa voltar. Já começamos na escola. E quero pedir ao setor público para que possa se adequar com medidas restritivas e voltar atividades", concluiu Crivella.

Desde o começo da pandemia até o dia 2 de novembro, a cidade do Rio de Janeiro registrou 119.593 casos de covid-19 e 12.140 mortes pela doença.

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