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Lote com insumos para produção da CoronaVac chega a São Paulo

O governador de São Paulo João Doria acompanhado do secretário estadual de Saúde Jean Gorinchteyn e do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, recebe lote com insumos da CoronaVac - Reprodução/Twitter/João Doria
O governador de São Paulo João Doria acompanhado do secretário estadual de Saúde Jean Gorinchteyn e do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, recebe lote com insumos da CoronaVac Imagem: Reprodução/Twitter/João Doria

Do UOL, em São Paulo

03/12/2020 06h42Atualizada em 03/12/2020 08h10

Um lote com insumos para produção da CoronaVac, vacina contra a covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, chegou nesta manhã ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A nova carga de insumos servirá para a produção de 1 milhão de doses, segundo o governador paulista João Doria (PSDB), que esteve no local acompanhado do secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, e do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

"Estou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, recebendo nova carga de insumos da Coronavac, para produção de 1 milhão de doses da vacina do Butantan. Agora já temos 1 milhão e 120 mil doses da vacina em solo brasileiro para salvar vidas. Sentimento de esperança na luta pela vida", escreveu o tucano.

As primeiras 120 mil doses da CoronaVac chegaram a São Paulo no mês passado. Até o fim do ano chegarão mais de 46 milhões de doses. No acordo com a Sinovac, seis milhões estarão prontas para a aplicação e outros quarenta milhões que serão fabricadas pelo Instituto Butantan a partir de matéria-prima encaminhada pela farmacêutica chinesa.

Resultados analisados

No mês passado, o governo paulista anunciou que os estudos de fase três do imunizante, que podem atestar sua eficácia, chegaram ao número mínimo de infectados pelo coronavírus. Com essa marca, é possível abrir os resultados dos estudos para análise da aprovação do registro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Gorinchteyn afirmou nesta terça-feira (1º) que os resultados do imunizante estão sendo analisados e devem ser compartilhados com o governo "possivelmente na semana que vem".

"Na semana passada, foram abertos os trabalhos da fase 3 para saber se a vacina é eficaz e se ela protege contra o vírus. Foram enviados os resultados para um comitê internacional independente, que analisa os dados", explicou ele na ocasião.

Se for incorporada ao PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde, a CoronaVac pode ser distribuída pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Também na terça-feira, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, anunciou a versão preliminar do plano nacional de imunização contra a covid-19. Segundo ele, a pasta "não descarta nenhuma vacina".

Vacina induz resposta imune em 97% dos casos

Dados preliminares dos testes clínicos divulgados no mês passado mostram que a CoronaVac foi capaz de induzir uma rápida resposta imune, mas o nível de anticorpos produzidos foi menor do que o visto em pessoas que se recuperaram da covid-19.

As descobertas da Sinovac, publicadas em artigo revisado por outros cientistas na revista científica The Lancet, se referem aos estudos das fases 1 e 2 realizadas na China.

Segundo a publicação, a CoronaVac é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.

A análise da eficácia da vacina, entretanto, só será possível com os dados da fase 3 do estudo, realizada, além do Brasil, na Indonésia e na Turquia.

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