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Coronavírus

Saúde diz ter interesse em outras vacinas e gasta R$ 42 mi em refrigeração

Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
Imagem: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

03/12/2020 19h02Atualizada em 03/12/2020 19h51

Sem citar quais, o Ministério de Saúde reafirmou seu interesse em outras vacinas contra a covid-19 e disse ter investido R$ 42 milhões em modernização e aquisição de novas câmeras refrigeradas para salas de vacinação. O Brasil não possui ultracongeladores para armazenar a vacina da Pfizer, por exemplo.

Mais cedo, o Senado confirmou a decisão da Câmara de liberar quase R$ 2 bilhões para viabilizar a compra e o processamento final pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford junto à AstraZeneca. Um contrato firmado entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica prevê o recebimento pelo Brasil de 100,4 milhões de doses do imunizante.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, o governo brasileiro tem interesse na aquisição de outros imunizantes, desde que eles apresentem "segurança, segurança e eficácia" após a realização de testes clínicos e o registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Questionado sobre a vacina da Sinovac, que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, e a da Pfizer/BioNtech, que precisa de um sistema de super-refrigeração e foi aprovada para uso emergencial no Reino Unido, o secretário deu respostas genéricas.

"De maneira clara e objetiva, este ministério está interessado sim em uma vacina registrada pela Anvisa e que se mostre eficaz e segura", disse ele durante coletiva. "O ministério comprará a vacina que tenha terminado a fase 3, apresentado todos os documentos à Anvisa e seja eficaz e segura. Temos a responsabilidade com a população brasileira".

Obstáculos para a Pfizer

Arnaldo de Medeiros também foi perguntado sobre a adaptação de rede de frios para uma eventual distribuição e aplicação da vacina da Pfizer, que precisa de temperaturas de até -70ºC. O secretário, então, explicou que o Ministério da Saúde investiu ao menos R$ 42 milhões em sua rede de frios.

"O ministério tem hoje uma quantidade importante de salas de vacinações, são 38 mil no Brasil inteiro. Então, na verdade, nós temos uma capilaridade muito grande. Só para ter uma ideia, o ministério já investiu R$ 42 milhões na modernização e aquisição de novas câmaras refrigeradas para a nossa rede de frios espalhadas pelo Brasil", afirmou.

Ontem, em entrevista à CNN Brasil, o diretor da área de vacinas da Pfizer, Alejandro Lizarraga disse que as baixas temperaturas para estocagem não deveria ser um impedimento, já que a farmacêutica americana desenvolveu uma tecnologia inovadora". Segundo ele, seriam "caixas capazes de armazenar as vacinas a menos -70ºC por 15 dias e com reposição de gelo seco".

Ainda na mesma entrevista, Lizarraga afirmou que o Brasil tem "alguns dias ou, talvez, semanas" para fazer o pedido da vacina da farmacêutica americana e receber ainda no 1º trimestre de 2021.

(Com Reuters)

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