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Com 13 estados em alta, Brasil tem 776 novas mortes por covid-19 em 24 h

Brasil se aproxima da marca de 6,5 milhões de infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia - Mister Shadow/Estadão Conteúdo
Brasil se aproxima da marca de 6,5 milhões de infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia Imagem: Mister Shadow/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/12/2020 17h34Atualizada em 03/12/2020 20h29

O Brasil registrou 776 novos óbitos pela covid-19 nas últimas 24 horas e tem 13 estados com tendência de aceleração na média móvel de mortes, o maior número em sete dias. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

Houve 50.883 diagnósticos positivos para o novo coronavírus em todo o país de ontem para hoje, elevando o número de infectados para 6.487.516 desde o começo da pandemia. A média móvel de mortes, calculada com base nas mortes diárias dos últimos sete dias, é de 544 — o que representa estabilidade (variação de 0%) em relação aos últimos 14 dias.

Entre as regiões, Centro-Oeste (-21%) e Sudeste (-16%) tiveram queda na média de mortes. Já Nordeste (17%), Norte (23%) e Sul (44%) apresentaram aceleração.

Apenas três estados tiveram queda da média móvel de mortes — outros dez, além do Distrito Federal, mantiveram a estabilidade do índice.

Dados da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou hoje que o Brasil registrou 755 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, o número de óbitos provocados pela doença chegou a 175.270.

De ontem para hoje, houve 50.434 novos casos de covid-19 no Brasil. Desde o começo da pandemia, houve 6.487.084 testagens positivas para o novo coronavírus em todo o país.

Segundo o governo federal, 5.725.010 pessoas se recuperaram da doença, com outras 586.804 em acompanhamento.

Sem mostrar plano, Doria prevê vacinação em janeiro

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou hoje a previsão do Ministério da Saúde de iniciar a vacinação contra a covid-19 em março do ano que vem. Doria acredita que o estado paulista comece a aplicar ainda em janeiro a CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. No entanto, ele ainda não apresentou um plano para que isso aconteça.

Segundo o governo paulista, a previsão é de que o imunizante tenha uma autorização de uso emergencial por parte da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda no primeiro mês do ano que vem. Caso não seja distribuído pelo SUS (Sistema Único de Saúde), Doria disse que já tem um plano estadual de imunização elaborado —que ainda não foi divulgado.

"Eu indago se os membros do governo federal não enxergam, não leem e não registram o fato de que temos mais de 500 brasileiros morrem todos os dias de covid-19. É surpreendente essa indiferença, esse distanciamento e falta de compaixão com vidas de brasileiros", afirmou Doria durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Não é a primeira vez que Doria dá uma data para início da vacinação contra covid-19 no estado. Em setembro, quando assinou o contrato para compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, ele disse que a intenção era começar a campanha de vacinação para profissionais da saúde no estado em 15 de dezembro. A vacina, no entanto, segue em fase de testes e precisa ser autorizada pela Anvisa antes de ser distribuída e aplicada.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Para medir a situação das mortes por causa da covid-19, especialistas indicam usar a média móvel dos óbitos, que calcula a média de registros observada nos últimos sete dias. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

O consórcio de veículos de imprensa adotou esse período para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do que 15% se verificado nos últimos 14 dias —no caso, o período das duas últimas semanas. Caso os números aumentem mais do que 15%, há aceleração da epidemia. Valores intermediários indicam estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: aceleração (31%)

  • Minas Gerais: estável (0%)

  • Rio de Janeiro: queda (-36%)

  • São Paulo: estável (-12%)

Região Norte

  • Acre: aceleração (100%)

  • Amazonas: estável (-3%)

  • Amapá: aceleração (31%)

  • Pará: estabilidade (7%)

  • Rondônia: aceleração (183%)

  • Roraima: estável (14%)

  • Tocantins: estável (-5%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-26%)

  • Bahia: estabilidade (-5%)

  • Ceará: aceleração (77%)

  • Maranhão: estabilidade (5%)

  • Paraíba: aceleração (16%)

  • Pernambuco: aceleração (18%)

  • Piauí: estável (-2%)

  • Rio Grande do Norte: aceleração (137%)

  • Sergipe: aceleração (40%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (6%)

  • Goiás: queda (-41%)

  • Mato Grosso: estável (7%)

  • Mato Grosso do Sul: aceleração (87%)

Região Sul

  • Paraná: aceleração (22%)

  • Rio Grande do Sul: aceleração (28%)

  • Santa Catarina: aceleração (112%)

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