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Coronavírus

Vacina contra covid: veja as diferenças entre os planos nacional e o de SP

Lucas Borges Teixeira

Do UOL, em São Paulo

08/12/2020 04h00

Mesmo sem aprovação de vacinas contra a covid-19 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o governo de São Paulo apresentou o seu plano estadual de imunização ontem, quase uma semana depois de o governo federal apresentar um modelo preliminar do PNI (Plano Nacional de Imunização) voltado à doença.

Em São Paulo, caso a CoronaVac seja aprovada, a previsão é que a vacinação comece em 25 de janeiro. Nacionalmente, ainda não há uma data —a expectativa é que seja entre março e junho. Enquanto o governo federal pretende iniciar com profissionais de saúde, indígenas e idosos, o de São Paulo voltará a primeira etapa a profissionais da linha de frente, indígenas e quilombolas.

Veja estas e outras diferenças entre os planos de imunização nacional e o de São Paulo:

Grupos prioritários

O plano nacional dividiu os grupos prioritários em quatro fases. Na primeira, entram profissionais da saúde, idosos a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência e indígenas. Depois, entram pessoas de 60 a 74 anos. Na sequência, pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença e, por fim, professores, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.

Já o plano apresentado em São Paulo tem cinco fases. A primeira é composta por profissionais da saúde, indígenas e quilombolas. As quatro seguintes são separadas por idade: idosos de 75 anos ou mais; de 70 a 74 anos; de 65 a 69 anos; e, por fim, de 60 a 64 anos.

Datas

O Ministério da Saúde ainda não publicou uma data oficial para o início da vacinação, mas a expectativa é que ela seja feita entre março e junho. No plano de São Paulo, a primeira dose da vacinação do primeiro grupo deverá começar no dia 25 de janeiro. Seguindo, progressivamente por etapas, para os dias 8, 15 e 22 de fevereiro e 1º de março.

O intervalo entre a primeira e a segunda dose necessárias será de 21 dias.

Logística

No plano preliminar, o governo federal ainda não apresentou um planejamento logístico, o que rendeu críticas entre especialistas ouvidos pelo UOL. A reportagem procurou o Ministério da Saúde para saber mais detalhes —assim como sobre outras informações do PNI— mas não teve resposta até o fechamento da matéria.

No âmbito estadual, estima-se o uso dos 5.200 postos de vacinação do estado com adição de 4.800 pontos extras em farmácias credenciadas, quartéis da Polícia Militar, escolas e terminais de ônibus. Para armazenamento, foram compradas 5.200 câmaras refrigeradas e a distribuição para todos os 645 municípios será feita diariamente por 30 caminhões refrigerados. O governo estima um gasto de R$ 100 milhões só para logística, sem contar os insumos.

Insumos

O governo federal anunciou estar em "processo de compra" de 300 milhões de seringas e agulhas no mercado nacional e de 40 milhões internacionalmente. Um edital deve ser lançado nesta semana.

O governo de São Paulo anunciou a compra de 27 milhões de seringas e agulhas.

Vacina

No início do mês, a Congresso aprovou uma MP (Medida Provisória) que libera quase R$ 2 bilhões (R$ 1.994.960.005,00) para viabilizar a compra e o processamento final pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da vacina contra o novo coronavírus em desenvolvimento pela Universidade de Oxford e comercializada pela empresa farmacêutica AstraZeneca.

O Ministério da Saúde ainda não anunciou, no entanto, se deverá usar apenas esta vacina ou poderá aderir a outras. O PNI estima o uso de 109,5 milhões de doses nesta primeira etapa.

Já o governo de São Paulo anunciou, em setembro, a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, produzida pela chinesa Sinovac, em um acordo de troca de tecnologia com o Instituto Butantan por US$ 90 milhões (à época, mais de R$ 500 milhões). Nesta primeira etapa, o governo prevê o uso de 18 milhões de doses, o bastante para imunizar 9 milhões de pessoas, visto que a imunização prevê duas doses.

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